“É simplesmente futebol. E nada mais”, Por Luiz Hélio

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Mais uma final de Copa do Mundo. Um evento espetacular que mexe com a minha emoção desde que me entendo por gente. Desde quando meus pais preparavam a nossa “Fan Fest” caseira sem que na época essa palavra fosse usada no futebol.

Lógico que não é a final que eu a grande maioria dos brasileiros que curtem e vivenciam esse esporte tão apaixonante queríamos. A Seleção Brasileira mais uma vez fracassou. Não por falta de talentos individuais daqueles que chutam a pelota e vestem a camisa canarinha.

O famigerado “Brasil é o fodão porque é o único Penta”, como se com isso não precisasse buscar aperfeiçoamento. Como se bastasse o talento puro e simples dos jogadores brasileiros.

Falando dos hermanos, a torcida deles é sem dúvida a mais apaixonada e vibrante do mundo em termos de seleções. No Brasil, ao longo das décadas, a @cbf fez de tudo para afastar a Seleção do nosso povo, levando-a para jogar muito mais fora do país. Não à toa aqui amamos infinitamente mais os nossos times.

Vai ser um jogaço! De um lado o jovem super craque francês Mbapé que com apenas 23 anos pode ganhar a sua segunda Copa de forma consecutiva. Um feito para poucos. Do lado portenho simplesmente o único gênio contemporâneo do futebol, Lionel Messi.

Sim, único gênio da atualidade do esporte mais popular do mundo. É preciso sempre lembrar as sábias palavras do saudoso mestre Suassuna quando pedia cuidado à crítica especializada sobre definir todo artista meramente talentoso de “gênio”. Assim sendo, dizia o mestre, que adjetivo sobraria para definir um Michelangelo, um Leonardo da Vinci, um Bethoven? O futebol apresentou alguns jogadores eternos ao longo de sua história. Messi é o da atualidade. Os demais podem ser qualificados entre talentosos, craques e super craques.

Sobre quem será campeão? Ou melhor, para quem torço pelo Tri? Eu vou ficar na torcida somente para que seja uma daquelas partidas para sempre. Não dá para torcer pelos algozes do futebol brasileiro que são os franceses e tampouco pelos nossos queridos vizinhos provocadores. Isso se chama rivalidade, essa pimenta que dá mais sabor a esse esporte tão apaixonante.

É simplesmente futebol. E nada mais.

Luiz Hélio, jornalista, escritor, embaixador do Flamengo

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