“Nossas crianças estão desamparadas”: mãe de menino com autismo reclama da falta de profissionais especializados no CERPRIS de Juazeiro; Sesau responde

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A mãe de um menino de 5 anos, diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), procurou o Portal Preto no Branco para reclamar da falta de profissionais no Centro Regional de Reabilitação, Prevenção e Inclusão Social (Cerpris) do município de Juazeiro, no Norte da Bahia. De acordo com ela, que preferiu não ser identificada por medo de represálias, o tratamento do filho não está sendo feito da forma adequada.

“Meu filho precisa fazer acompanhamento com um fonoaudiólogo e um Terapeuta Ocupacional. Porém, desde o ano passado o terapeuta que atuava no CERPRIS saiu e até o momento a Secretaria de Saúde de Juazeiro não contratou outro. Colocaram um treinador físico no lugar. Ele é um profissional excelente, mas não é especialista em terapia ocupacional. Além disso, ontem, ao chegar pra sessão de meu filho, fui pega de surpresa, pois só tinha o treinador físico na unidade. A fonoaudióloga também saiu de lá. Perguntei quando iriam contratar outra profissional, mas não souberam me responder. No CERPRIS faltam muitos profissionais que atendam pessoas com autismo, e os capacitados estão saindo. A psicóloga e a nutricionista, por exemplo, não têm especialização em TEA, “, reclamou.

Ela contou ainda que por conta da situação, as crianças e seus responsáveis estão precisando se deslocar para o CAPS Infantil, para conseguir serem atendidas.

“Muitas mães não tem condições de procurarem tratamento para suas crianças em outros lugares. O CAPS infantil fica lá no Country, longe de tudo, mesmo assim estamos nos deslocamos para lá, que tem fonoaudióloga. Mas o atendimento lá só é feito uma, ou duas vezes no mês, e tem que ser feito no mínimo uma vez por semana, como era no CERPRIS. Além disso, meu filho não gosta de lugar cheio, e com muito barulho como é o CAPS. Lá tem muita demanda para poucas vagas e poucos profissionais capacitados”, acrescentou.

Ela finalizou criticando o tratamento que está sendo dado pela Secretaria de Saúde às crianças com deficiência.

“É um descaso com nós mães de filhos com deficiência. Nossas crianças estão desamparadas. A Prefeitura de Juazeiro não está nem ai para essas crianças autistas”, finalizou.

Encaminhamos as reclamações para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, a Sesau informou que  “os profissionais Terapeuta Ocupacional e fonoaudiólogo solicitaram desligamento por motivos pessoais. A Sesau já está no processo para contratação de novos profissionais para dar continuidade ao atendimento, mas ainda não encontrou devido à própria dificuldade destes tipos de profissionais no mercado. O Centro de Reabilitação, Prevenção e Inclusão Social (Cerpris) dispõe de várias outras especialidades como médico neuropediatra, assistente social, educador físico, médico ortopedista, nutricionista, psicólogo e equipe de enfermagem para acompanhamento e direcionamento das necessidades dos casos” .

 

Redação PNB

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