Em resposta a denúncia de sucateamento da Guarda Municipal de Juazeiro, feita por representantes do Sindicato dos Guardas Civis Municipais, na manhã desta terça-feira (18), no Programa Preto No Branco na Transrio Fm, a Prefeitura de Juazeiro, através da CSTT, se manifestou em nota enviada a nossa redação.
Confira a nota na íntegra:
A Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT) de Juazeiro, esclarece que as pontuações colocadas sobre as más condições da Guarda Civil Municipal (GCM), são inverídicas. A CSTT, esclarece que o salário dos servidores estão todos em dia. E que dispõe de 14 veículos, sendo: 6 carros, 1 ônibus e 7 motocicletas, para uso da Guarda Municipal.
Esclarece ainda que dispõe de equipamentos como: capacete, arma de choque não letal, colete, cassetete e escudo. Os servidores recebem auxílio fardamento, pago pelo município no valor de R$ 1.700 em duas parcelas anuais. A CSTT informa ainda que também dispõe de cursos de tiro para os agentes, e que recentemente realizou uma reforma do prédio da Guarda, para dar mais comodidade aos servidores. Por fim, a Gestão Municipal se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos, e destaca a importância desses homens que trabalham bravamente todos os dias para manter a ordem e à segurança da população.
Denúncias
Francisco Junior, presidente em exercício e Adegivaldo Mota, diretor financeiro da entidade, criticaram o Governo Suzana Ramos, que segundo eles, em 2 anos e 4 meses de gestão, não cumpriu o que fora prometido na campanha eleitoral. Eles definiram a situação como o “sucateamento da GCM”. Eles relataram uma série de deficiências da instituição, que segundo os sindicalistas, está totalmente desestruturada para desempenhar sua função.
Neste período, contaram os sindicalistas, a GCM somente foi contemplada com a aquisição “de 40 bastões ( cassetetes) e 60 coletos balísticos, sendo que são 170 guardas, e nada mais”, afirmaram.
“Nós estamos desde 2021, desde o início da gestão discutindo com o governo na busca de melhorias para nossa instituição. Tanto do ponto de vista estrutural, de viatura, de equipamentos, quanto da questão salarial. Infelizmente já se passaram dois anos e três meses e nós não conseguimos avançar em nada. Então, a guarda está totalmente sucateada. Nós temos um micro-ônibus que não funciona, é um elefante branco. Nós temos viaturas surradas, com mais de 10 anos. Algumas viaturas são alugadas, e governo já está devolvendo algumas. O armamento que nós temos, conseguimos na gestão passada. Nessa gestão só conseguimos 60 coletes balísticos, que é de uso pessoal. Então se tem aproximadamente 170 funcionários, deveria ter essa quantidade de coletes”, disse Adegivaldo.
“São poucas viaturas, muitos problemas salariais, pois cortaram nossas horas extras, ônibus não funciona, material para os guardas municipais, como coletes, armas e etc não existem. Além disso, não temos avançado em nada também na questão salarial. A luta é grande e os benefícios são muito poucos. Muita desvalorização e desrespeito”, relatou Francisco Junior.
Adegivaldo Mota contou que “em 21 anos não houve a aquisição de nenhum veículo para a GCM. Nesta gestão, tínhamos 6, sendo 3 veículos locados, mas até estes 3 eles estão entregando e também, depois do decreto de contenção de despesas da prefeita, reduziram o combustível. Como fiscalizamos sem carro e sem combustível? A população precisa ter conhecimento disso, pois nos cobram atuação, mas não sabem que estamos sem estrutura para trabalhar”, revelou o GCM.
Ainda de acordo com eles, as câmeras do monitoramento das ruas não estão mais funcionando e o serviço de ciclistas da guarda foi extinto.
“Eram 20 e hoje só existem 3 funcionando e mal, por falta de manutenção. O vídeo-monitoramento também está sucateado. Inclusive, não está tendo guarda para atuar no vídeo-monitoramento, pois os que estão escalados, então sendo remanejados para outros espaços, justamente porque não querem pagar as horas extras. Nós tínhamos o ciclismo e acabou por conta desse sucateamento. Nós temos a viatura da Maria da Penha, que foi uma doação pela PRF “, denunciaram.
Os representantes da categoria reivindicaram também que a GCM seja vinculada à Secretaria de Governo, como determina a lei federal e não a CSTT, como é atualmente.
“Só precisa a prefeita mandar essa mudança para a Câmera de Vereadores, para que a gente possa conquistar recursos e direitos, pois não somos guardas de trânsitos e ficamos sem amparo legal sendo vinculados à CSTT”, disseram.
Eles também rebataram a informação da Prefeitura de Juazeiro de que a GCM reforçou a segurança nas escolas neste período de ameaças as unidades escolares.
“A gestão municipal não ofereceu nenhuma estrutura básica para que as equipes possam atuar na segurança escolar. Mais uma propaganda enganosa da prefeitura publicada em blogs e redes sociais para ludibriar os pais e a comunidade. Não temos estrutura para fazer a segurança nas escolas e creches. Faltam veículos, combustível, pessoal. Muitas vezes algumas guardas compram pastilha de freio e até combustível no desejo de cumprir a função”, revelaram.
Redação PNB




Inverídicas??? Nao é so a guarda municipal que está sofrendo nessa gestão desastrosa. A fiscalização de transportes está agonizando. Estamos sendo humilhados por essa gestão. Estamos numa sala nos porões da cstt, convivendo com ratos e baratas. A geladeira da sala dos fiscais é moradia de baratas. Todos os benefícios que temos(incluindo auxílio fardamento) é da gestão anterior. O único benefício desta gestão foi um mísero aumento no salário base. A fiscalização de transportes pese socorro!!!