“Nunca perca a alegria”, diz DJ Alok a trabalhadora punida por dançar em seu show durante o São João de Petrolina; o artista se prontificou a auxiliá-la “no que for preciso”

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Após repercussão da punição sofrida por uma trabalhadora do serviço de limpeza do camarote PNZ Lounge, durante o show do DJ Alok no São João de Petrolina, Sertão de Pernambuco, o artista se manifestou em apoio a profissional.

Luzimar Santos teve que devolver o pagamento recebido pela noite de trabalho, após a divulgação de um vídeo em que aparece dançando ao som de Alok durante a última noite do evento.

Pelas redes sociais, o DJ afirmou que Luzimar não “precisa se preocupar com suas contas do mês”.

“Faço questão de te auxiliar no que for preciso. E caso eu volte a fazer show no mesmo evento, quero você dançando comigo no palco. Combinado? Que você nunca perca a alegria! Obrigado pela vibe! Amei seu vídeo, Curtindo!”, escreveu o artista.

Entenda o caso

O vídeo em que Luzimar Santos aparece dançando ao som de Alok, durante a última noite do evento, viralizou e os internautas enalteceram a alegria da trabalhadora que, mesmo após noites seguidas limpando a área VIP da festa popular, exibia muita disposição, ânimo e bom humor. Com pá e vassoura na mão, ela meteu dança ao som da música eletrônica.

O que menos Luzimar Santos esperava era que fosse punida pela demonstração de prazer com o que faz. Ela teve que devolver o pagamento recebido pela noite de trabalho

Em entrevista ao Portal Preto no Branco, ela contou que além de ficar sem a diária, também foi humilhada pela funcionária responsável pela contratação e pagamento dos profissionais.

“Foi a primeira vez que prestei serviço para essa empresa. Eu já tinha recebido a diária de R$80,00 do domingo (25). Porém, fui surpreendida com áudios da pessoas responsáveis pela pagamento, informando que eu tinha que devolver o dinheiro, pois eu não poderia ter dançado. De forma muito grosseira ela disse que a empresa tinha entrado em contato com ela para reclamar e tinha descontado o dinheiro dela. Minha indignação não é pelo dinheiro, mas sim, pela forma como fui tratada. Pelas palavras que eu tive que ouvir, que doeram. Dinheiro não compra a imagem e a dignidade de ninguém. Eu sou uma pessoa extrovertida, alegre, mas não deixei de fazer o meu serviço somente por ter dançado. Toda essa situação me deixou muito mal. Eu me senti uma pessoa minúscula”, relatou.

Luzimar contou ainda que até o momento nenhum representante da empresa entrou em contato com ela para se pronunciar sobre o ocorrido.

“Não estou querendo ganhar mídia e nem dinheiro em cima do que aconteceu. Mas nada justifica o que fizeram, pois só quem sabe o que eu passei sou eu. Mas quero ressaltar que eu não vou deixar de ser quem eu sou por conta deles”, acrescentou.

O PNB teve acesso aos áudios recebidas por Luzimar. Nas mensagens, a funcionária da empresa revela que essa não foi a primeira vez que funcionários tiveram seus pagamentos cortados por terem dançado durante o evento.

“Isso não existe. Se eu digo vai dançar, vai dançar, agora se eu digo que vai trabalhar, é para trabalhar. Quando eu botei todo mundo para trabalhar quais foram as normas? Eu disse, se eu pegar a dançando ou fora do setor, é cortada a diária. Não foi eu que cortei não, quem cortou foi meu patrão. Eles odeiam quem está vestida na camisa para está dançando. No ano passado foram cortadas duas diárias do pessoal que estava na frente, e eu ainda avisei: não façam isso. Mas é bom porque quando for a próxima vez, eu mostro seu vídeo para todo mundo que eu for contratar”, diz a funcionária dos áudios.

Ela ainda faz críticas ao comportamento da profissional.

“Até abrir alas para você dançar, o pessoal abriu, se afastou para você dançar, como se você estivesse ali para dançar. P****, velho você não sabe o quanto você me magoou. Nunca fui chamada atenção por pegarem uma pessoa da minha equipe dançando. Tanto que eu confiei em você. Eu pensei: ela já é uma senhora, ela não vai tá rebolando. Não justifica ele mandar um vídeo para mim onde você está dançando com a vassoura e uma pá na mão, com a farda dele, dançando. O pessoal da limpeza tem que ter postura, não é para ficar dançando”, acrescentou.

Nós entramos em contato com a responsável pelo Camarote PNZ que informou ser o serviço de limpeza terceirizado. Ela informou ainda que “da nossa parte todo valor acordado a empresa terceirizada foi pago”. Não conseguimos contato com a empresa contratada.

Após o fato, o influenciador digital, Lucas Cavalcanti, em seu perfil no Instagram, iniciou uma campanha para doações em PIX destinadas a Luzimar. Chave: 87-988101369.   

Redação PNB

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