Funcionários do Hospital Promatre, em Juazeiro, continuam cobrando à direção da instituição o pagamento dos salários atrasados. Segundo os profissionais, que voltaram a procurar o PNB nesta quarta-feira (19), até hoje o pagamento do salário do mês de junho não foi efetuado.
“Pagaram a uns e deixaram outros sem receberem”, protestou um funcionário.
Eles contaram ainda que estão sofrendo perseguição, humilhações e criticam a gestão do hospital.
“É um absurdo o que vem acontecendo com os trabalhadores da Promatre. Além de atrasos no salário, sofremos com as represálias causadas pela nova gestão do hospital, com a coordenação de enfermagem e da manutenção. Vivemos numa ditadura, onde quem não faz o que eles ditam, são perseguidos e até mesmo colocados pra fora. Os donos nem sequer procuram saber o que os funcionários passam na mão desses que deveriam liderar. Há casos de perseguição e muita humilhação. Não podemos mais usar copos descartáveis, além de ter que levar talheres, é proibido o uso do elevador pelos funcionários. Onde iremos parar?”, questionou um trabalhador.
Outro funcionário complemento as reclamações: “A instituição vem desrespeitando nós, funcionários, responsáveis pelo funcionamento da unidade. Colocaram um guarda dentro do elevador para que os funcionários não utilizem, ignorando até quem tem limitações e dificuldades para subir escadas, ainda que pequenas. Querem nos proibir de comer na copa do setor, de trazer nossa comida, mas não fornecem comida de qualidade. Para uns é um pingo de comida no almoço, para outros umas serras. A carne é contada, trocaram o pessoal da cozinha, com novas contratações, e a qualidade piorou. Sobre pagamento não podemos perguntar, pois somos tratados com hostilidade, além de correr o risco de sermos perseguidos e até demitidos, como já ocorreu recentemente com um funcionário que tinha 18 anos de casa, querido por todos. Pagamento sai pra uns e outros não. Gostaríamos de saber que critério é usado para a escolha de quem vai receber e quem não. Priorizam pagar a todos os outros setores e a enfermagem não. Quando o paciente dá entrada na unidade, quem vai salvar a vida dele? O pessoal do administrativo ou a enfermagem e os médicos?” perguntou.
Ele finalizou relatando que a instituição está passando por “crise financeira” e questionou: “O que sabemos é que o hospital está em crise financeira, mas todo dia é uma contratação nova “pedidos políticos”. A recepção nem cabe mais de tanta recepcionista. Contratados novos têm mais direitos do que os veteranos. O clima no hospital é de tensão e insatisfação. Precisamos do mínimo de dignidade para trabalhar e não temos”, concluiu.
Nós não conseguimos contato com a gestão do hospital. Estamos encaminhando a reclamação para a Gerência do Trabalho e Emprego de Juazeiro.
Reclamação anterior
No último dia 17, um funcionário, em contato com o PNB, na tarde de hoje (17) denunciou atraso no pagamento do salário do mês de junho. Ele também questionou a empresa sobre o critério usado para “pagar a uns e deixar outros sem receberem”.
“Hoje já são 17 de julho e ainda estamos sem o pagamento de junho. Isso e uma falta de respeito. Pagar a uns e deixar outros sem receberem. Ficam tirando onda, escolhendo quem vai receber e quem não. Somos pais de família, todo mundo tem suas obrigações. Se formos perguntar sobre o nosso pagamento, eles botam pra fora e ainda ficam com humilhação com os funcionários. Já tem funcionário passando necessidades e eles não enxergam isso. Sexta feira pagaram a uns e deixaram o restante sem pagar, Não dão nenhuma satisfação”, cobrou o profissional.
Encaminhamos a reclamação para a instituição hospitalar, mas não obtivemos resposta.
Redação PNB



