Maria Ilda Batista Lima, moradora do bairro Alto do Cruzeiro, em Juazeiro, entrou em contato com nossa redação para reforçar um apelo à Prefeitura de Juazeiro para que adote uma ação efetiva de combate as muriçocas.
“Venho reforçar a denúncia dos leitores sobre as muriçocas daqui de Juazeiro. Não só é o pessoal do bairro Novo Encontro que está sofrendo com isso. Moro aqui no Alto do Cruzeiro, na Rua 1 e parece que estamos em um campo minado. O Alto do cruzeiro fica entre um canal do Novo Encontro e outro Canal do Alto do Alencar. É desesperador quando chega cinco horas da tarde. Não dá nem pra assistir uma televisão. Estou com minha tia aqui em minha casa, que veio de outra cidade, e a coitada está sofrendo porque nunca tinha visto isso na vida dela. Eu não sei mais o que fazer. Ninguém consegue dormir. É tudo mentira, ninguém está fazendo nada pra acabar com esses mosquitos. Da outra vez sim, amenizou bastante só que agora não vemos nenhum trabalho sendo feito.
Ela enviou fotos da tia com o corpo marcado das picadas do mosquito e mandou um recado: ” Pra quem acha que é mentira taí a situação. Duvido que a prefeita esteja com o corpo dela dessa maneira. Minha casa tem um quarto sobrando, caso a prefeita ache que é mentira essa tortura que estamos vivendo.”


Encaminhamos a reclamação para o Serviço de Água e Saneamento Ambiental de Juazeiro. Em resposta, o SAAE explicou que a aplicação do cal é feita após a limpeza dos canais, realizada pela Secretaria de Serviços Públicos (SESP). O órgão afirmou ainda que neste momento, “a aplicação do cal está ocorrendo na extensão do Riacho Macarrão, já próximo do bairro Novo Encontro”.
Outras reclamações
Nesta quinta-feira (27), o PNB também foi procurado por moradores de diversos outros bairros, que cobram da gestão municipal uma ação de combate as “insuportáveis” muriçocas que tomam conta da cidade.
“A situação está fora controle! A partir das 17 horas nossa vida aqui no Novo Encontro vira um inferno e nós não vemos nenhuma ação eficaz da prefeitura. Só muito ‘blablablá’ e nada de ação”, desabafou Jucileide Nunes.
Também do Novo Encontro, Francisco dos Anjos, voltou a procurar o PNB para pedir que a prefeitura “pelo menos faça a limpeza dos canais”. Segundo ele, o canal que corta o bairro está “imundo”, servindo de foco para o mosquito.
“Este canal que corta aqui o bairro continua imundo. Muito mato, lixo e ninguém ver limpeza. Antigamente tinha o carro fumacê que amenizava a situação. Agora a gente não ver uma ação concreta desta gestão que só fala que está aplicando cal. Bem, se estão mesmo botando este produto, não está tendo nenhum efeito. A prefeitura precisa fazer uma força tarefa para combater as muriçocas, mas com ações que deem resultado. Qual o órgão responsável por este trabalho? Precisa agir e deixar de tanta enganação”, protestou.
Próximo ao Novo Encontro, o bairro Centenário também é afetado pela proliferação das muriçocas e os moradores apelam por uma solução.
A moradora Valdete Alves voltou a cobrar que a prefeitura dê atenção ao problema.
“Não tem quem aguente mais. A gente se irrita, não pode dormir uma noite de sono tranquilo, ninguém pode mais ver uma televisão, sentar na porta, receber uma visita. É um horror. Agora elas aparecem já de dia e a noite fazem a festa”, descreveu a moradora.
No dia 19, o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) informou que tinha “fortalecido a limpeza dos canais com a aplicação do Óxido de Cálcio, popularmente conhecido como cal”, para combater o mosquito.
No último dia 20 de julho, o PNB foi até o canal que corta o Novo Encontro e encontrou o canal muito sujo e ouvimos mais reclamações de quem mora próximo.
“Se estão botando cal, a gente nem vê e nem sente. Morar perto deste canal é um inferno. Um suplício”, disse uma dona de casa que passavam pelo local.
“Queria convidar a prefeita para passar 15 minutos aqui numa noite desta, para ela sentir o problema na pele. Mas, que está dormindo em seu bom ar condicionado, não tem noção do sofrimento que a gente passa. Cuida, prefeita!”, disse um morador.
Redação PNB



