Em contato com o Portal Preto no Branco, a filha da paciente Rita de Cássia Morreira dos Santos, de 48 anos, contou que a mãe está desde o último dia 10 internada na Unidade de Pronto Antendimento do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, aguardando uma regulação. Mirrelle Sebastiany contou que a mãe sofreu um AVC hemorrágico nível 4 e está precisando urgentemente ser atendida por um médico neurocirurgião.
“Minha mãe está há oito dias na UPA aguardando uma transferência, pois ela está precisando ser atendida por um neurocirurgião, mas aqui em Juazeiro não tem. No Traumas não aceitaram ela. Só dizem que não tem vaga. Cada dia que passa o quadro de saúde dela só se agrava. Ela está cada vez mais fraca e ninguém faz nada. A médica falou ontem que se minha mãe continuar na UPA, a situação dela só vai piorar”, contou.
A filha da paciente denunciou ainda que a família está precisando comprar medicamentos e insumos para a mãe, pois os mesmos estão em falta na UPA.
“Na UPA não estão fazendo praticamente nada por minha mãe. O remédio que ela está precisando, eles nos deram a receita para eu e meus irmãos comprarmos, porque na UPA não está tendo. Até fralda, somos nós que estamos comprando. É uma vergonha uma UPA não ter o básico que é medicamentos para os pacientes. A prefeita prometeu cuidar da saúde de Juazeiro, mas não fez nada”, criticou.
Mirrelle relatou ainda que já denunciou a situação da mãe na Secretaria de Saúde de Juazeiro, e no Ministério Público da Bahia, mas até o momento não há previsão de quando a paciente será regulada.
“Eu e meus irmãos estamos desesperados, não sabemos mais o que fazer. Nós já perdemos nosso pai, nossa avó e não queremos perder nossa mãe. Minha mãe é nova, só tem 48 anos. Já procuramos a Secretaria de Saúde de Juazeiro, o Ministério Público, vereadores e ninguém nos deu uma esperança sobre a regulação da minha mãe”, acrescentou.
Mirrelle finalizou informando que a familiares e amigos de Rita de Cássia irão realizar na manhã desta quinta-feira (17), uma manifestação em frente a UPA de Juazeiro, para cobrar a transferência da paciente.
“Hoje vamos para a frente da UPA, protestar e cobrar a transferência da minha mãe. Podem transferir ela para qualquer lugar, Salvador, Recife, a gente não se importa. Só queremos que salvem a vida dela, que ela tenha um atendimento adequado. Estou com muito medo de que minha mãe venha a óbito”, concluiu.
Estamos encaminhando as reclamações referentes a UPA para a Sesau de Juazeiro. Também estamos encaminhando a situação para a Secretaria de Saúde do Estado, responsável pela regulação.
Redação PNB



