Profissionais de enfermagem que atuam no Hospital Regional de Juazeiro continuam cobrando o pagamento do piso salarial e do retroativo: “O dinheiro já está nas mãos da OSID”

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Profissionais de enfermagem que atuam no Hospital Regional de Juazeiro, no Norte da Bahia, voltaram a entrar em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar que a OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), atual responsável pela gestão da unidade, não efetuou até o momento o pagamento do piso salarial da categoria e nem o pagamento retroativo, que deveriam ter sido efetuados no mês de setembro.

De acordo com eles, a gestão da unidade pagou apenas o salário do mês de setembro, sem a atualização do valor determinado por lei.

“Estamos até agora sem receber o piso salarial e o retroativo. A OSID pagou apenas o salário do mês, mas sem piso.  O RH do hospital fez uma reunião dizendo que essa semana a qualquer momento nós íamos receber, mas até agora nada. Eles ficam calados, não dão resposta de nada, e nem uma posição concreta. A enfermagem está cansada disso”, contou uma profissional que preferiu não ser identificada.

Eles dizem ainda que a OSID já recebeu o repasse do Governo do Estado para efetuar os pagamentos.

“O dinheiro já está nas mãos da instituição. Agora a perguntar é: Qual a dificuldade de pagarem se o dinheiro está não conta da OSID? Qual a desculpa? Ainda dizem que o lema é: “amar e servi”, mas a quem? É uma empresa que não respeita seus funcionários, porquê é humilhação demais para recebermos o que é nosso por direito. Eles não estão dando nada que não seja nosso. Até quando teremos que ficar esperando a boa vontade deles? “, questionou outra funcionária que também pediu para não ser identificada.

Os funcionários finalizaram dizendo que a OSID alega algumas inconsistências.

“Lá nos disseram também que tem mais de 60 funcionários com inconsistência no Coren, porém o Coren colocou uma nota informando que isso não provém deles. Por tanto, a OSID tem que resolver o que ainda tem para resolver e nos pagar”, concluíram.

Relembre

No último dia 2, os profissionais da enfermagem do HRJ já haviam entrado em contato com o PNB para cobrar o pagamento do piso e do retroativo.

“O Hospital Regional de Juazeiro não efetuou o pagamento do piso salarial da enfermagem aos profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem, e nem do retroativo referente aos meses de maio, junho, julho e agosto. O pagamento estava previsto para a data 29/09, como foi anunciado pelo Governador do Estado da Bahia, porém esse pagamento não foi efetuado. O nosso contracheque veio sem nenhum aumento e os profissionais seguem sem resposta. A direção do hospital e o setor RH não passaram nenhuma informação para os profissionais até o momento”, criticaram na ocasião.

No último dia 05, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), informou que após processar as informações enviadas pelas organizações sociais que administram unidades estaduais e ofertam serviços multiprofissionais, começaria ainda naquela semana o repasse de R$ 40 milhões para implementação do piso nacional de enfermagem. O montante refere-se ao período de maio a agosto de 2023 e será destinado a 15.895 profissionais.

“O repasse foi possível após serem assinados os instrumentos contratuais que o viabilizaram, na forma orientada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). A Sesab efetuará repasses complementares referente ao piso salarial considerando os recursos do Governo Federal. De acordo com a Lei nº 14.434/2022, que institui o piso salarial da Enfermagem (enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras), sancionada em agosto de 2022, cada uma dessas modalidades profissionais receberá um valor mínimo único em todo o país. O Piso Nacional da Enfermagem beneficia aqueles que realizam atividades em instituições de saúde públicas e privadas. Para os enfermeiros, o valor do piso é R$ 4.750, para os técnicos de enfermagem, é de R$ 3.325, e para os auxiliares de enfermagem e parteiras, de R$ 2.375 por 44 horas de trabalho semanais. Para trabalhadores submetidos a carga horária inferior a 44 horas, o valor do piso deve ser proporcional à carga horária respectiva. Serão beneficiados pelo piso apenas os profissionais que recebem menos que o valor instituído pela lei para sua respectiva categoria”, declarou a Sesab na época.

Redação PNB 

 

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