Após mais de 8 anos do brutal assassinato da menina Beatriz Angélica, que foi morta a facadas no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a família da criança ainda aguarda o julgamento do acusado. O réu Marcelo da Silva está preso e, em um primeiro momento, chegou a confessar a autoria do crime.
Em dezembro do ano passado, a justiça determinou que o réu Marcelo da Silva irá a júri popular pelo assassinato da menina Beatriz. Porém, até o momento, o julgamento ainda não tem data para acontecer.
Nesta quinta-feira (18), o programa Linha Direta, da Rede Globo, vai divulgar o caso da menina Beatriz, que na época do crime tinha apenas 7 anos. O crime que chocou o país vai ser relembrado na segunda temporada do programa Linha Direta, que estreia hoje, apresentado por Pedro Bial, após a série’Os Outros’.
Na sexta-feira (19), Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica, participará do programa Encontro, também da Rede Globo, para repercutir sobre o programa Linha Direita, e também para cobrar ao judiciário o agendamento do júri popular.
Marcelo responde pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima. Na decisão de pronúncia, a juíza destacou que constam nos autos que foram identificadas “escoriações no corpo da ofendida (Beatriz), o que pode indicar que a conduta foi motivada pela recusa da vítima em anuir (consentir) com os interesses sexuais do acusado, conforme indicado na denúncia”.
A juíza citou ainda que perícias indicaram que a criança “teria sido atingida, em diversas regiões do corpo, por reiterados golpes”. Segundo o laudo, haviam ao todo 68 lesões na menina, sendo 51 provocadas por arma branca.
O acusado pelo crime só foi identificado em janeiro de 2022, após o cruzamento de DNA, a partir das amostras coletadas na faca usada no crime. Segundo a polícia, durante interrogatório, Marcelo, que já estava preso por outro crime, confessou o assassinato de Beatriz.
Na ocasião, ele disse que entrou no colégio com o objetivo de conseguir dinheiro e afirmou que matou a menina para que ela parasse de gritar.
Redação PNB



