Profissionais de enfermagem do Hospital Regional de Juazeiro continuam cobrando pagamento do complemento do piso salarial

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Em contato com o Portal Preto no Branco, os profissionais de enfermagem que atuam no Hospital Regional de Juazeiro, região Norte da Bahia, voltaram a cobrar o pagamento do complemento do piso salarial. De acordo com eles, o atraso já dura dois meses.

“Ficamos sabendo que o dinheiro já foi enviado pelo Governo Federal e está na conta do Hospital. Porém, até o momento, a verba não foi passada aos profissionais. Infelizmente, os técnicos de enfermagem só recebem o pagamento quando há denúncias. Estamos há dois meses aguardando esse pagamento. Quando procuramos a direção do hospital, só falam que a gente tem que procurar o RH, mas quando chegamos no setor, dizem que não sabem quando o pagamento será feito. É uma situação muito difícil”, criticam.

Os profissionais reclamam ainda da sobrecarga que estão enfrentando no HRJ.

“Somos sobrecarregados de trabalho e muitas vezes acuados para trabalharmos doentes, pois não podemos nem colocar um atestado. Caso isso aconteça, somos obrigados a assinar uma advertência. Os técnicos de enfermagem que trabalham na Emergência são obrigados a dar suporte a 15 pacientes cada um”, denunciam.

Encaminhamos as reclamações para a gestão do HRJ e aguardamos uma resposta.

Relembre

No último dia 18, os profissionais já haviam reclamado da situação.

“Estamos sem receber o nosso retroativo do piso salarial da enfermagem referente ao mês de março. Também quero relatar que os técnicos de enfermagem estão adoecendo por estarem trabalhando sobrecarregados. Tem dias de ficarmos com 16 pacientes para darmos assistência. Estamos cansados de estar cobrando nosso pagamento e melhores condições de trabalho para a empresa OSID. Quando falarmos sobre tais assuntos, só falam para a gente pedir demissão. Estamos falando de vidas e dessa forma que estão tratando os pacientes, sem assistência adequada, sem o cuidado adequado. São mais de 65 pacientes em corredores, em macas, sendo alguns idosos e sem acompanhante. A situação do hospital está cada vez mais difícil. Quando essa empresa entrou para administrar o hospital, os responsáveis relataram em reunião que o máximo de paciente por técnico de enfermagem era seis e ficamos atualmente com mais que o dobro. O correto é contratar mais profissionais”, reclamou.

Na ocasião, encaminhamos a reclamação para a gestão do HRJ, mas não obtivemos respostas.

 

Redação PNB 

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