Professores contratados da Prefeitura de Juazeiro denunciam suposto crime de Assédio Eleitoral: “Obrigados a fazer ‘porta a porta’ e a participar de caminhadas. Uma pressão horrível”

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Um grupo de professores contratados da Secretaria de Educação de Juazeiro, em contato com o PNB, denunciaram um suposto caso de assédio eleitoral, a que estariam sendo submetidos. Os profissionais, pedindo anonimato, relataram que estão sendo coagidos a participarem das caminhadas da campanha eleitoral da candidata à reeleição, Suzana Ramos e também de fazer “porta a porta”, estratégia utilizada para contato direto com o eleitor.

Confira relatos:

“Eles alugaram salas no prédio chique para reuniões, que fica na Rua do Paraíso, chamou gestores e coordenadores para pedir apoio e orientar suas equipes de contratados a fazerem o ‘porta a porta’ 3 vezes na semana e também participarem das caminhadas da prefeita. Os contratados são obrigados também a postar a foto do ‘porta a porta’ no grupo que criaram e é chamado de ‘porta a porta’. Os gestores e coordenadores que têm carro também estão sendo obrigados a plotarem os veículos e botarem adesivos. Depois de um dia de trabalho, temos que fazer campanha. Estão fazendo muita pressão. Está horrível para trabalhar”, denunciou uma profissional.

“Nós concursados estamos sendo obrigados a fazer porta a porta. Mandaram uma ficha para sairmos de porta em porta perguntando: Em quem iria votar? O número da casa, se aceita adesivo, quantas pessoas votam na casa. O pessoal da prefeita está enviando um formulário para os contratados preencherem,” denunciou um contratado.

“Umas escolas estão usando o ‘Google Forms’ e outras escolas estão usando formulário impresso. Inclusive, os contratados serão acompanhados por um fiscal para ver se estão atuando mesmo. O nível de pressão é muito grande e os contratados estão se submetendo para garantir o emprego”, disse um profissional.

“Na escola em que eu trabalho a equipe gestora fez reunião com os contratados sobre as paralisações e chamaram os contratados de ‘massa de manobra’, dizendo que nós não temos os direitos dos concursados”, relatou outro.

Estamos enviando as denúncias para a coordenação da campanha citada e também para o Ministério Público.

Assédio Eleitoral

O assédio eleitoral, popularmente chamado de “voto de cabresto”  é crime. Para evitar que um trabalhador ou servidor público sofra a pressão direta ou indireta dos patrões ou dos chefes imediatos para votar em determinado candidato, as centrais sindicais lançaram, na última terça-feira (3), um aplicativo onde é possível que o trabalhador denuncie essa prática antidemocrática.O lançamento ocorre em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A iniciativa partiu da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Pública, Intersindical e MPT. A denúncia pode ser feita na página do Fórum das Centrais Sindicais.

O voto livre é um direito fundamental que deve prevalecer em todas as situações

Segundo dados extraídos do sistema informatizado do MPT, em 2022, foram expedidas 1.512 recomendações e ajuizadas 105 ações civis públicas contra o assédio eleitoral.

As centrais sindicais e o MPT disponibilizaram cartilhas para que os trabalhadores identifiquem as abordagens ilícitas no ambiente de trabalho.

Redação PNB

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