Moradores do João Paulo II, Juazeiro, relatam transtornos com a proliferação de cães e questionam forma de cuidadora de alimentá-los: “Comida espalhada pela rua atrai ratos”; veja opinião de profissional

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Comerciantes e moradores do João Paulo II, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para chamar a atenção para uma situação que estaria ocorrendo na Quadra 29 do bairro. Eles relatam que uma cuidadora estaria alimentando cães errantes, deixando alimentos espalhados em calçadas de outros moradores e comércios, causando odor e proliferação de ratos e insetos.

“Estamos sofrendo com essa situação. Ela faz comida todos os dias para esses cães e espalha os alimentos em nossas calçadas pela manhã, tarde e noite. A comida chega a ficar espelhada pela rua, deixando um mau cheiro e a proliferação de baratas e ratos. Um comerciante que tem um restaurante aqui já está perdendo clientes por conta do problema. Acreditamos que o correto seria ela adotar de fato esses animais e alimentá-los em um local apropriado”, declaram.

O grupo informou ainda que alguns dos cães estão doentes e já chegaram a atacar pessoas que passavam pela via.

“Alguns desses cachorros estão doentes e não recebem o tratamento devido. Alguns estão infestados de carrapatos. Já vimos carrapatos nas paredes e até dentro de residências. Além disso, já teve morador mordido por um desses cachorros. Já acionamos a prefeitura, mas fomos informados que poderia ser feito o exame para saber se o animal tinha calazar, mas alguém teria que segurar o cachorro. A equipe da prefeitura disse ainda que não podia fazer nada em relação à situação dos cães, pois essa moradora que alimenta é uma cuidadora. Enquanto isso, nós, comerciantes próximos e moradores estamos sofrendo com essa situação”, acrescentou.

O PNB conversou com o treinador de cães Netto Júnior sobre a prática de alimentar cães errantes. Ele apontou os pontos positivos e negativos da prática.

“Alimentar cães de rua tem um lado extremamente positivo, que é o de auxiliar um ser vivo em estado de abandono. Mas a pessoa deve ter ciência de que está assumindo uma responsabilidade. A partir do momento em que a pessoa começa a alimentar aquele cão, ele começa a permanecer mais fixamente naquele ambiente, seja uma rua, seja uma esquina. Então, a pessoa começa a ter um certo grau de responsabilidade sobre esse animal. Mas vale ressaltar que alimentar é apenas o primeiro passo. As pessoas têm que vermifugar esse animal e assumir as responsabilidades referentes a ele, principalmente a segurança do cão e a segurança dos transeuntes. Aqui na região, nós temos visto, tanto em Juazeiro quanto em Petrolina, ataques de cães de rua a transeuntes e isso é algo que nos deixa preocupados, pois esse cão está atacando as pessoas simplesmente por estar defendendo o seu espaço, o seu território. Então, essa é a parte negativa de alimentar cães de rua. O correto não é apenas alimentar o cão e sim assumir a responsabilidade dele, tentar uma adoção, levar para um local apropriado. Outro ponto negativo é que esses animais de rua que estão sendo alimentados, entram na fase reprodutiva, aumentando a população de cães errantes. Além disso, também tem a falta de higiene referente a como fornecer alimento para esses animais. Tem muita gente que coloca em vasilhames, tem outros que jogam na calçada mesmo, e geralmente é na calçada alheia, nunca é na porta de sua casa. É aquela história: ‘eu trato dos cães, eu amo os cães, mas são eles lá e eu aqui. Na minha casa eu não levo’. Então, essa é a parte muito ruim de alguns cuidadores. O problema é a forma errônea de auxiliar”, considerou o profissional.

Redação PNB

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