“O parque está largado às traças”: frequentadores reclamam de falta de manutenção na Lagoa de Calu e cobram providências da Prefeitura de Juazeiro

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Frequentadores do Parque Lagoa de Calu, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, voltaram a entrar em contato com o Portal Preto no Branco para alertar sobre a situação em que o espaço se encontra. De acordo com os relatos, a sujeira e a falta de manutenção tem afetado, inclusive, a vida dos animais que habitam o lago.

“Já é a terceira vez que a coitada da tartaruga sai dali de dentro da lagoa, porque quem é que sobrevive a uma imundície dessa? Olha pra esse lago aqui, a situação. A coitada vai acabar morrendo. Com certeza, tem mais animais nessa situação. Os órgãos responsáveis precisam tomar providências e limpar isso”, desabafou uma frequentadora em vídeo enviado à nossa redação.

Além da preocupação com os animais, os frequentadores destacam o matagal crescente, que tem gerado a presença de muitos insetos, como muriçocas, e causado incômodo a quem utiliza o espaço para caminhadas, corridas e outras atividades físicas.

“Muita gente vem aqui no Parque para se exercitar e se depara com muito mato, sujeira e muriçocas. O parque está largado às traças”, reforça outro usuário assíduo do local.

Encaminhamos, mais uma vez, as reclamações para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Outra reclamação

No último dia 17, frequentadores já haviam reclamado da falta de manutenção no local. Na ocasião eles destacaram que apesar de uma ação recente de limpeza pela gestão municipal, o serviço havia sido feito de maneira incompleta.

“Nós, que somos usuários da Lagoa de Calú, estamos há um tempo pedindo ao secretário de Serviços Públicos que olhe por aquele espaço. Fizeram um trabalho de limpeza lá, mas deixaram restos de poda das árvores jogadas às margens da lagoa, principalmente do lado do paredão da obra do viaduto. A gente que frequenta e vê essa situação fica indignado”, relatou um dos frequentadores.

Além da limpeza externa, o grupo também pediu atenção para a própria lagoa, que, segundo eles, estava secando rapidamente.

“A gente já pediu várias vezes a limpeza da lagoa em si e também que abram a água que abastece ela, pois a lagoa está secando e lá tem alguns animais como peixes e tartaruga.
A situação está ficando cada vez pior. A cada dia que passa, a lagoa seca mais e até agora, nada foi feito”, desabafa outro frequentador.

A situação da iluminação pública também preocupa quem utiliza o espaço no final da tarde e início da noite.

“Pedimos também a troca das lâmpadas dos postes de iluminação pública que se encontram queimadas, pois alguns pontos do espaço estão às escuras. Estamos apreensivas em fazer nossas atividades depois das 18 horas, pois fica muito escuro”, destacou uma frequentadora.

4 COMENTÁRIOS

  1. *Juazeiro: A Terra da Promessa Não Cumprida*

    Por José Carlos Ferreira

    Juazeiro, cidade de sol ardente e promessas frias. Terra fértil, sim — mas o que mais cresce aqui são palanques improvisados e discursos repetidos com sotaque de mentira. A cada eleição, renascem os mesmos rostos com nomes trocados. Velhos caciques de alma nova? Não. Apenas fantoches vestidos de novidade, embalados para consumo rápido da esperança popular.

    A política em Juazeiro não é máquina pública. É moenda. Tritura o povo em troca de migalhas e favores. Emprego vira presente, saúde vira barganha, educação vira moeda. E quem levanta a voz contra isso é chamado de “revoltado”, “radical”, ou o mais irônico: “inimigo do progresso”.

    Mas qual progresso? O de avenidas maquiadas enquanto postos de saúde sangram? O das placas de obra que duram mais que as próprias obras? O progresso dos cargos herdados por sobrenome e das decisões tomadas em mesas que o povo nunca viu?

    Juazeiro virou laboratório da mediocridade política. Uma cidade comandada por poucos neurônios e muitos interesses. Uma cidade onde se troca a dignidade por uma consulta médica em época de campanha, onde vereadores posam de salvadores por fazer o básico: mandar limpar uma rua ou consertar um poste. Uma cidade onde o povo aprendeu a agradecer pelo direito que já era seu.

    E no meio disso, a juventude adoece — não só pela falta de emprego ou lazer, mas pela ausência de futuro. Porque aqui, sonhar alto é visto como arrogância. Pensar diferente é sinal de ameaça. Aqui se promove o silêncio, se celebra a ignorância, e se persegue quem ousa dizer: isso aqui está errado.

    Juazeiro não precisa só de novos líderes. Precisa de um novo povo — consciente, corajoso e cansado de rastejar.
    Porque cidade nenhuma muda quando seus filhos ainda têm medo de crescer.

  2. Pois é, a Lagoa de Calú é um lugar muito bonito quando cuidado, então poder público municipal, vamos dar mais atenção e quando for colocar as lâmpadas, favor colocar lâmpadas de led. Pois eu vi um caminhão fazendo as trocas das lâmpadas na Avenida Irmã Dulce e quando passei no local que o pessoal estava fazendo a substituição, vi que foi coloca uma lâmpada amarela.

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