Um homem que reside no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, é acusado de abusar sexualmente de uma criança que atualmente tem 11 anos. Em contato com o Portal Preto no Branco, a mãe da vítima relatou que o crime ocorreu quando a menina tinha apenas 9 anos.
Ainda conforme os relatos, na época do abuso, o acusado era padrasto da menina. Por medo das ameaças que sofria do suspeito, a criança só denunciou o crime no mês passado, após sofrer crises de ansiedade.
“Eu fui casada com ele por 9 anos e tivemos outros dois filhos juntos. Quando me separei, voltei a morar em Bonfim. Recentemente, vim para Juazeiro fazer umas faxinas, e minha filha teve crise de ansiedade. Ela foi encaminhada para psicóloga, mas não quis me contar nada no início. Só depois ela me contou tudo, dizendo que ele abusava dela quando eu ainda estava casada com ele. Ela disse que só contou sobre os abusos porque temia que eu reatasse o meu relacionamento com o acusado, e que as ameaças se repetissem. Meu mundo desabou”, relatou.
A mãe afirma que, mesmo após registrar ocorrência e a menina fazer exame de corpo de delito, o acusado continua em liberdade.
“Já vai completar um mês que espero a prisão dele. Ele está solto, vivendo a vida dele, enquanto minha filha sofre, chora, não dorme direito e não come. Não aguento mais ver ela assim. Ele precisa pagar pelo que fez”, desabafou.
O Tribunal de Justiça da Bahia, por meio da Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim, concedeu medidas protetivas de urgência em favor da criança. A decisão foi proferida pela juíza substituta designada Ana Laura Bezerra Santos, no dia 16 de julho de 2025, e determina o afastamento do acusado do convívio com a vítima, além de proibir sua aproximação e contato por qualquer meio de comunicação.
As medidas incluem ainda a proibição de frequentar determinados lugares, comparecimento a programas de recuperação e acompanhamento psicossocial. O prazo de validade das determinações é de seis meses, contados a partir da ciência das partes. Caso descumpra qualquer condição, o acusado poderá ser conduzido à delegacia e preso em flagrante.
A Polícia Civil e o Ministério Público foram informados da decisão judicial, e a família aguarda providências para cumprimento da prisão.
O PNB está em contato com os órgãos em busca de esclarecimentos sobre o caso.
Redação PNB



