CPI mista do INSS será instalada na quarta-feira (20)

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

O Congresso vai instalar na próxima quarta-feira (20) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A convocação foi disparada nesta segunda (18) pela Secretaria do Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já havia informado na última semana que o colegiado, criado em junho, começaria a funcionar nesta semana.

O senador Omar Aziz (PSD-AM), um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será eleito o presidente da comissão. A indicação dele para a função foi costurada por Alcolumbre, e é criticada pela oposição.

A relatoria ficará com o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Caberá a Ricardo elaborar um relatório com as conclusões da CPI mista sobre as fraudes no INSS.

Alçados pelos presidentes da Câmara e do Senado para os principais cargos da CPI mista, Ayres e Aziz devem conversar na tarde desta segunda para alinhar o começo dos trabalhos e os procedimentos do colegiado.

Conforme o pedido de CPI, 16 deputados e 16 senadores vão participar da CPI na condição de titulares.

Desvio de benefícios

A CPI mista vai se debruçar sobre a operação da Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) que revelou um esquema de desvios em benefícios do INSS.

Os órgãos apontaram que associações e entidades desviaram dinheiro de beneficiários da Previdência a partir de cobranças mensais não autorizadas — os chamados descontos associativos.

As investigações mostraram que as entidades não tinham capacidade operacional para atender e oferecer recursos aos beneficiários prejudicados pelos descontos. Também apontaram a existência de cadastros forjados.

Segundo a PF e a CGU, o prejuízo total do esquema pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

O requerimento de criação da CPI prevê que os trabalhos durem até 180 dias e que a investigação custe até R$ 200 mil.

Pedido da oposição

A criação da CPI era uma das prioridades da oposição no Congresso. O grupo avalia que há potencial de desgaste ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ganho eleitoral.

O governo, que antes se dizia contrário à comissão, tem trabalhado para minimizar impactos e consequências às investigações sobre as fraudes no INSS.

A estratégia governista passa pela escalação de parlamentares considerados experientes. Também encontra amparo na escolha de Alcolumbre para o comando dos trabalhos.

Integrantes

Veja a lista de deputados e senadores que já foram definidos como integrantes da CPI:

Senadores titulares

  • Bloco União, Podemos, MDB e PSDB – total de 5 titulares, 4 já indicados:
  1. Eduardo Braga (MDB-AM)
  2. Renan Calheiros (MDB-AL)
  3. Carlos Viana (PODEMOS-MG)
  4. Styvenson Valentim (PSDB-RN)
  • Bloco PSB e PSD – 3 titulares:
  1. Omar Aziz (PSD-AM)
  2. Eliziane Gama (PSD-MA)
  3. Cid Gomes (PSB-CE)
  • Bloco PL e Novo – 3 titulares:
  1. Jorge Seif (PL-SC)
  2. Izalci Lucas (PL-DF)
  3. Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Bloco PDT e PT – 3 titulares:
  1. Rogério Carvalho (PT-SE)
  2. Fabiano Contarato (PT-ES)
  3. Leila Barros (PDT-DF)
  • Bloco PP e REPUBLICANOS – 2 titulares:
  1. Tereza Cristina (PP-MS)
  2. Damares Alves (Republicanos-DF)

Deputados titulares:

  • Blocão (PL, PT-PCdoB-PV, UNIÃO, PP, MDB, PSD, Republicanos, Pode, PSDB-Cidadania, PDT, PSB) – total de 14 titulares, 7 já indicados:
  1. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  2. Coronel Fernanda (PL-MT)
  3. Adriana Ventura (Novo-SP)
  4. Sidney Leite (PSD-AM)
  5. Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  6. Romero Rodrigues (Podemos-PB)
  7. Mário Heringer (PDT-MG)
  • Bloco Avante, PRD e Solidariedade –1 titular:
  1. Bruno Farias (AVANTE-MG)
  • Novo – 1 titular:
  1. Marcel van Hattem (Novo-RS)

 

G1

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