Sem acesso ao tratamento, família de Curaçá pede ajuda para criança com TEA, TDAH e TOD: “Somos agricultores e só temos renda quando conseguimos colher”

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Com apenas 7 anos, Rafael Silva Rodrigues, de diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), enfrenta dificuldades para receber tratamentos e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O caso foi relatado ao Portal Preto no Branco através da mãe do menino, Sandra Santos Silva, moradora da zona  rural de Curaçá, na região Norte da Bahia.

Em entrevista ao PNB, ela relatou que entrou com uma ação através do Ministério Público da Bahia para garantir os direitos do filho, mas até o momento não obteve respostas.

“A gente deu entrada no início do ano, mas até o momento não conseguimos uma decisão. O Ministério Público perguntou se o município já estava arcando com o tratamento de Rafael e eu disse que não. Depois disso, não tivemos mais retorno”, contou Sandra.

Sandra conta ainda que Rafael conseguiu realizar apenas algumas sessões com a psicopedagoga e a psicóloga, através da Secretaria de Saúde de Curaçá.

“Tem mais de 2 meses que ele não foi chamado para dar continuidade ao acompanhamento psicopedagoga e a psicóloga. Para o fonoaudiólogo ele não foi chamado e nenhuma sessão foi realizada porque não há vaga. A neuropediatra diz que tem atendimento na rede, mas quando vamos, já não há mais vagas. Além disso, ele também precisa de medicamentos caros e até agora também não recebeu nenhum”, acrescentou.

Sandra relatou ainda que, devido à falta de suporte público, a família tem arcado com os custos de forma particular, o que tem se mostrado inviável.

“Agora, Rafael foi diagnosticado com alergia severa a ácaros e precisa de casa forrada, colchão, lençóis e travesseiros anti ácaros, cobertor antialérgico, tinta lavável e ar-condicionado. Mas nós não temos condições de arcar com mais esses gastos. Somos agricultores e só temos renda quando conseguimos colher”, desabafou.

A família lançou uma campanha para arrecadar doações que garantam as condições que a criança necessita. Pix: (87) 9 9204 7348

Estamos encaminhando a situação para a Secretaria de Saúde de Curaçá e para o Ministério Público da Bahia.

Redação PNB

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