Moradores do Castelo Branco, em Juazeiro, protestam contra corte de árvores; SEMA justifica decisão com avaliação técnica

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Moradores do bairro Castelo Branco, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco nesta segunda-feira (22), para reclamar da retirada de árvores da Quadra D. Conforme o relato, a autorização teria sido concedida pela prefeitura após solicitação de um morador, mas sem consulta à comunidade.

“Gostaria de entender como a Prefeitura autoriza a retirada de árvores apenas pela solicitação de um morador, sem laudo técnico ou documentação que comprove a necessidade. Fomos surpreendidos com a autorização para retirar quatro árvores que ficam na praça, sem qualquer aviso aos demais moradores”, contou uma moradora.

A comunidade afirma que o vizinho apresentou um abaixo assinado com apenas cinco assinaturas, mas o bairro conta com 64 famílias. “Ele disse que eram necessárias só cinco assinaturas. Mas duas pessoas nos relataram que assinaram, acreditando que era apenas para retirar a árvore que fica de frente à casa dele e que estaria danificando a residência. Ninguém tinha conhecimento das outras árvores”, explicou outra moradora.

Os moradores também questionam a falta de transparência e de critérios técnicos. “Cadê o documento que comprove que as árvores estão danificando a casa dele? Essas árvores estão aqui há mais de 50 anos, e só agora passaram a incomodar?”, questionou uma das participantes da mobilização.

Segundo eles, a situação já se arrasta desde a semana passada. “Já fizeram a retirada de três árvores. Hoje eles voltaram, porque o vizinho disse que ainda faltava retirar uma árvore. Mas desta vez não deixamos cortar. O pessoal que veio cortar disse que é contra, mas recebe ordens. Não sabemos até quando vão conseguir adiar”, relatou uma moradora.

O Portal Preto no Branco encaminhou as reclamações para a Secretaria de Meio Ambiente de Juazeiro. Em resposta, a SEMA informou que “a retirada das árvores no bairro Castelo Branco ocorreu após solicitação formal de moradores e avaliação técnica no local. Durante a vistoria, foi constatado que as árvores da espécie Nim (Azadirachta indica) apresentavam raízes invasoras, que estavam comprometendo o arruamento, atravessando a via e causando danos às edificações vizinhas, inclusive em casas que passam por reformas. Além disso, trata-se de uma espécie exótica e não nativa, que possui características prejudiciais à arborização urbana, como destruição de calçadas e tubulações, toxicidade para abelhas e outros animais, e risco de impactos ambientais quando cultivada de forma descontrolada. Diante desses fatores, a retirada foi autorizada de forma responsável, com a previsão de replantio de espécies mais adequadas para a arborização urbana no mesmo local, garantindo segurança, sustentabilidade e qualidade de vida à população. A SEMA reforça seu compromisso com a transparência e a preservação ambiental, assegurando que todas as decisões são tomadas com base em critérios técnicos e visando sempre o bem-estar da população”.

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