Um grupo de produtores rurais do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para criticar a forte desvalorização do melão na região. Conforme os relatos, enquanto em outras partes do país o fruto é vendido a preços elevados nas Centrais de Abastecimento (CEASAs), os agricultores locais estão recebendo valores muito abaixo do mercado, insuficientes até para cobrir os custos de produção.
“O que vemos é uma verdadeira máfia de compradores, que se aproveitam da necessidade do agricultor para pagar valores absurdamente baixos, muito abaixo do mercado nacional. Não é falta de qualidade, pelo contrário. O melão de Juazeiro é reconhecido como um dos melhores do país, exportado e respeitado lá fora. O problema está na falta de valorização aqui dentro, onde quem trabalha sol a sol para produzir não tem o direito nem de cobrir seus custos.”, relatou um produtor.
Outro agricultor, que preferiu não se identificar, afirmou que há uma articulação entre os compradores para forçar a queda dos preços. “Os compradores se unem para impor o preço que lhes convém, e quem não aceita, fica com a produção parada. Isso não é negociação, é exploração”, denunciou.
Os produtores pedem que as instituições ligadas ao setor agrícola intervenham para garantir condições justas de comercialização.
“Até quando o produtor nordestino vai ser tratado como invisível? Até quando os lucros ficarão só nas mãos de atravessadores, enquanto quem planta mal consegue sobreviver? Está na hora das autoridades, cooperativas e da sociedade abrirem os olhos. O campo sustenta a cidade e quem sustenta o campo merece respeito e preço justo”, reforçou um dos representantes do grupo.
Redação PNB




Uma forma de banir atravessadores, seria a verdadeira união entre os produtores, abre-se uma cooperativa, e negociem diretamente com os grandes centros de distribuição, como os hipermercados espalhados pelo Brasil. Do contrário, nada vai mudar. Há história de muitos compradores que carregam o caminhão na roça, param em lugares alheios a vista do produtor, passam parte da carga para outro caminhão e depois pesam em balanças, ganhando de graça o excedente retirado.
Não sei qual é o preço justo. No entanto, na feira livre da Cohab Massangano, paguei R$ 5,00 por quilo no último sábado.