Profissionais médicos que atuam no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar que a instituição vem atrasando, de forma recorrente, os pagamentos da categoria. De acordo com os profissionais, até agora não foram depositados os valores referentes aos meses de setembro e outubro.
“Esses atrasos nos pagamentos são recorrentes. Até o momento, a classe médica não recebeu os valores referentes ao mês de setembro, muito menos ao mês de outubro.
Já é de costume pagar com atraso, ou seja, recebemos em novembro a produção de setembro. Teoricamente, os pagamentos eram para ser efetuados até o dia 10 do mês, o que nunca ocorre”, afirmou um dos médicos.
Os profissionais dizem que têm cobrado posicionamento do setor financeiro da unidade, mas as promessas de regularização não se concretizam.
“Foi cobrado um posicionamento do financeiro e falaram que iriam regularizar até dia 21/11. Até o momento, não temos mais atualizações sobre o pagamento, visto que todo dia informam uma nova data, uma situação completamente insustentável”, desabafam.
Os profissionais destacam ainda que os atrasos têm causado prejuízos financeiros aos trabalhadores.
“Existem contas e cartões que geram juros e encargos quando atrasam, e enquanto isso nossos salários não são pagos. Fica impossível cobrir esses custos. A gente depende desse dinheiro para honrar nossos compromissos. Não tem como ficar esperando indefinidamente”, acrescentam.
Eles ressaltam que os atrasos representam um desrespeito aos trabalhadores e cobram que providências sejam adotadas.
“É um descaso total com os profissionais. Solicitamos uma posição imediata da instituição, bem como a regularização do fluxo de pagamentos, estabelecendo uma data máxima mensal para quitação e prevendo a aplicação de juros em caso de novos descumprimentos. Pedimos respeito, transparência e uma solução urgente por parte dos responsáveis pela gestão”, disseram.
Os profissionais afirmam ainda que, caso os pagamentos não sejam regularizados, irão paralisar as atividades.
“Mesmo diante dessa falta de respeito e valorização profissional, continuamos trabalhando diariamente, garantindo atendimentos, realizando procedimentos, salvando vidas e mantendo o funcionamento de setores essenciais do hospital. No entanto, a manutenção dessa situação é insustentável e coloca em risco a continuidade de diversos serviços médicos oferecidos à população. Caso o problema não seja resolvido com urgência, seremos obrigados a suspender as atividades não essenciais, preservando apenas os atendimentos de emergência e assistência indispensável. Essa decisão, embora indesejada, pode se tornar a única alternativa para garantir a dignidade dos profissionais e a segurança da própria assistência”.
Os trabalhadores finalizam destacando que “o atraso recorrente é um descaso com a saúde pública, impacta diretamente a motivação das equipes e compromete a estabilidade dos profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado da população de Juazeiro e região.
Reforçamos que nosso compromisso sempre foi, e continua sendo, com os pacientes. Mas também é nosso dever informar à sociedade sobre irregularidades que prejudicam tanto os profissionais quanto a qualidade da assistência prestada. Pedimos respeito, transparência e uma solução urgente por parte dos responsáveis pela gestão. A saúde da população merece ser tratada com seriedade”.
Encaminhamos os relatos para a gestão do Hospital Regional de Juazeiro.
Redação PNB


