“Quando Juazeiro canta, o Sertão inteiro escuta”, por Pedro Alcântara Filho

0

 

Entre trios elétricos, sorrisos e abraços, a cidade celebrou um carnaval onde a cultura, a segurança e a alegria caminharam juntas!

Há cidades que fazem festa. E há cidades que transformam a festa em linguagem, em identidade, em emoção coletiva. Durante o carnaval, Juazeiro foi exatamente isso. Uma cidade que cantou, dançou e acolheu, fazendo de suas ruas um palco vivo onde alegria, pertencimento e orgulho caminharam lado a lado.

Às margens do Rio São Francisco, o coração do Sertão bateu mais forte. Juazeiro reafirmou, mais uma vez, por que abriga o maior carnaval do interior do Nordeste. Com uma média de 150 mil pessoas por noite ocupando o circuito com leveza, respeito e uma energia contagiante. Uma multidão que não intimidava, acolhia. Uma festa grandiosa que não afastava, aproximava.

A organização foi um dos grandes pilares desse carnaval. Horários rigorosamente cumpridos, estrutura eficiente e planejamento visível em cada detalhe. Tudo funcionou como deveria funcionar quando se pensa no público como prioridade. O resultado foi um evento fluido, confortável e acessível, onde a festa acontecia sem sobressaltos.

A segurança, ponto sensível em qualquer grande evento, tornou-se motivo de orgulho coletivo. A atuação integrada da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Ministério Público, da Guarda Municipal, do Conselho Tutelar e da secretaria de saúde garantiu tranquilidade e presença constante ao longo de todo o circuito. Não se tratou apenas de policiamento ostensivo, mas de cuidado e prevenção. Famílias circularam com tranquilidade, crianças aproveitaram a festa com liberdade, idosos marcaram presença e pessoas com deficiência, inclusive cadeirantes, participaram com dignidade e respeito. O resultado foi um carnaval praticamente sem registros de violência, um exemplo raro e inspirador.

Outro trabalho que merece destaque foi o da limpeza pública. Todas as manhãs, ainda nas primeiras horas do dia, equipes já estavam nas ruas, devolvendo à cidade o brilho da noite anterior. O circuito amanhecia limpo, organizado e pronto para receber mais um dia de festa. Um serviço silencioso, essencial e digno de reconhecimento, que demonstrou zelo com o espaço público e respeito com moradores e visitantes.

A AMTT também teve papel fundamental no sucesso do evento. Com planejamento, sinalização eficiente e ações bem coordenadas, garantiu fluidez e segurança no deslocamento das pessoas, mesmo diante do grande volume de público. A cidade funcionou, mesmo em festa.

A alegria do povo de Juazeiro foi o maior espetáculo. Estava nos sorrisos fáceis, nos abraços espontâneos, na dança despretensiosa de quem só queria celebrar. Era uma alegria coletiva, sincera, que tomava conta das ruas e transformava o circuito em um grande encontro de gerações, histórias e afetos.

Grandes artistas passaram por Juazeiro e ajudaram a tornar esse carnaval ainda mais inesquecível. Ivete Sangalo levantou multidões com sua energia e carisma. Kannario trouxe identidade, força e verdade. João Gomes emocionou com sua simplicidade e conexão com o público. Shows que marcaram noites e fizeram a cidade cantar em uma só voz.

Mas o carnaval de Juazeiro foi ainda mais especial porque soube valorizar quem é da terra. Os artistas locais brilharam, ocuparam seus espaços e mostraram que Juazeiro tem talento de sobra. Muitos deles fizeram questão de elogiar publicamente a organização do evento, reconhecendo o cuidado, o respeito e a seriedade com que o carnaval foi conduzido.

Nada disso aconteceu por acaso. Houve trabalho incansável, planejamento responsável e compromisso com a cidade. O prefeito Andrei e toda a sua equipe mostraram que é possível realizar uma grande festa com organização, inclusão e amor por Juazeiro. O resultado foi um carnaval que funcionou, emocionou e elevou o nome da cidade.

Juazeiro não apenas realizou um evento. Juazeiro construiu um sentimento coletivo. Provou que é possível reunir multidões com paz, celebrar com segurança e crescer sem perder a essência.

Quem viveu esse carnaval sabe. Não foi apenas folia. Foi pertencimento. Foi orgulho. Foi Juazeiro cantando alto e fazendo o Sertão inteiro escutar.

Por Pedro Alcântara Filho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome