Isaac Carvalho, 53 anos de vida e 15 como inelegível, até 2031.
Agora, por dirigir críticas ao SAAE, tornou-se um crítico saudosista e tardio.
Tenta sair da figura de Estátua de Pedra, agora, aparecendo, dedo em riste, dando lições de administração pública, após condenações sucessivas na justiça, tornando-se o maior inelegível da Bahia, por improbidade administrativa e rejeição de contas.
A cena é teatral, orquestrada por um ator com pouco estudo e conhecimento.
Quando ele nasceu em Pernambuco, o SAAE já existia e as sucessivas administrações foram marcadas por investigações e condenações entre 2005 a 2024, época em que os gestores enfrentaram decisões da Justiça Estadual, Justiça Federal, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas da União e investigações da Polícia Federal.
O espetáculo continua. Nele aparece Isaac, desfilando com a alegoria de inelegível e condenado a pagar multas e ressarcimentos em milhões aos cofres públicos, alguns deles relacionados à administração municipal.
Isaac carrega nas costas um fardo pesado de problemas e agora se apresenta como vigilante das dificuldades administrativas.
Como costuma acontecer na vida pública, o passado segue batendo à porta, sobretudo no campo jurídico, tramitando pedido recente do Ministério Público para bloqueio de bens de ex-gestores do SAAE, em razão de não pagamento de contas de energia elétrica a COELBA, situação que colocou o SAAE na UTI financeira.
O caso conto, como o caso foi, aguardado decisão judicial.
Continua o debate sobre gestão pública em Juazeiro, com um detalhe inevitável: a memória dos fatos, das decisões judiciais e dos relatórios dos órgãos de controle também fazem parte da história.
E história, como se sabe, pode até demorar, mas costuma sempre voltar para cobrar a conta, que aliás, será paga. Quem viver verá.
Por Henrique Rosa, advogado




SAAE como autarquia municipal sempre foi gerida com ineficiência por todas as administrações. Galinha dos ovos de ouro dos corruptos.