Dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a Bahiaregistrou avanço no acesso da população aos serviços de saneamento básico entre 2024 e 2025, mas ainda enfrenta desafios para melhorar sua posição nos rankings nacionais, especialmente nos indicadores de esgotamento sanitário e coleta de lixo.
Segundo o levantamento, 9,022 milhões de pessoas no estado passaram a viver em domicílios com acesso adequado ao esgotamento sanitário em 2025. O número representa 61,2% da população, alta em relação aos 58,2% registrados em 2024, o que corresponde a cerca de 489 mil pessoas a mais atendidas em um ano.
Apesar da melhora, a Bahia permaneceu na 12ª posição entre os estados brasileiros, com índice abaixo da média nacional, que chegou a 69,7%. Entre as unidades da federação com maior cobertura estão São Paulo (94,2%), Rio de Janeiro (90,5%) e o Distrito Federal (89,9%).
Coleta de lixo
O acesso à coleta adequada de lixotambém cresceu no estado. A proporção de moradores atendidos por serviços de limpeza — seja com coleta porta a porta ou por meio de caçambas — passou de 85,6% em 2024 para 86,4% em 2025.
Com isso, 12,838 milhões de baianos passaram a contar com o serviço, um aumento de cerca de 145 mil pessoas em um ano.
Mesmo com o avanço, a Bahia segue abaixo da média nacional (92,5%) e ocupa apenas a 21ª posição entre os estados, equivalente à sétima menor cobertura do país. Os melhores índices foram registrados no Rio de Janeiro e em São Paulo (ambos com 99,1%), além do Distrito Federal(98,9%).
Abastecimento de água
O cenário é um pouco mais positivo no acesso à água tratada. O percentual de moradores em domicílios abastecidos por rede geral passou de 85,0% para 85,9% entre 2024 e 2025.
Isso significa que 12,750 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água encanada, com acréscimo de aproximadamente 152 mil moradores em um ano.
Nesse indicador, a Bahia supera a média nacional, que é de 85,3%, e avançou no ranking nacional, saindo da 16ª para a 12ª posição entre as unidades da federação.
Os maiores índices de abastecimento por rede geral foram registrados em São Paulo(95,7%), Distrito Federal (93,8%) e Sergipe(90,5%).
Desafio ainda é ampliar cobertura
Os dados indicam que, embora tenha havido avanço no acesso aos serviços de saneamento básico na Bahia, o estado ainda precisa ampliar a cobertura, principalmente nos sistemas de esgotamento sanitário e coleta de resíduos, para reduzir a distância em relação à média nacional.
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