Fiocruz alerta para alta de casos de infecção respiratória grave em crianças abaixo de 2 anos

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Os casos de infecção respiratória grave estão em alta em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país, todas menos a Sul, mostra o novo Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira. O projeto, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), aqueles que evoluem para hospitalização.

A análise mais recente, referente ao período de 5 a 11 de abril, mostra que o crescimento na faixa etária é puxado pelas internações por vírus sincicial respiratório (VSR), que causa bronquiolite infantil. Para a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, o cenário reforça a importância da vacinação de gestantes.

O imunizante para o VSR foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no ano passado e é indicado para mulheres grávidas, de todas as idades, a partir da 28ª semana de gestação. O objetivo é estimular a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos para o bebê e oferecem proteção posterior para o recém-nascido.

Nos estudos clínicos, a vacinação reduziu em 81,8% os casos de doença grave do trato respiratório inferior nos primeiros três meses após o nascimento e em 69,4% até seis meses depois. Esse momento é crucial porque o VSR é a principal causa de internação por síndrome respiratória em bebês abaixo de dois anos.

Globalmente, um estudo publicado na revista científica The Lancet estimou que mais de 3,6 milhões de hospitalizações e cerca de 100 mil mortes são causadas a cada ano pelo patógeno em crianças de até 5 anos de idade, sendo que a maioria das mortes pediátricas (97%) ocorre em países de baixa e média renda, como o Brasil.

Influenza em alta

O Boletim InfoGripe destaca também que os casos de Influenza A, principal causador da gripe, continuam a aumentar em boa parte da região Centro-Sul do país e em alguns estados do Nordeste e do Norte.

“Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados do país, também é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”, diz Tatiana, em nota.

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