“O basquete ficou em silêncio” por Jucinei Martins

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Nesta sexta-feira, que poderia ser um dia como outro qualquer.

O basquete ficou em silêncio.

Oscar Schmidt se foi.

E não… não é só mais uma notícia.

É como se uma parte da alma do esporte tivesse ido junto.

Oscar não jogava basquete.

Ele vivia cada segundo dentro da quadra.

Cada arremesso era mais do que técnica.

Era desafio. Era coragem. Era teimosia de quem se recusava a perder.

Quase 50 mil pontos?

Isso é número.

O que ele deixou… não cabe em estatística.

Ele recusou a NBA.

Recusou dinheiro.

Recusou o caminho “óbvio”.

Pra quê?

Pra vestir a camisa do Brasil.

Pra jogar por algo maior.

Hoje isso parece loucura.

Na época… já era grandeza.

Quem viu Oscar jogar, sabe.

Não era só um atleta.

Era atitude. Era presença. Era verdade.

A vitória contra os Estados Unidos em 1987 não foi só um jogo.

Foi um grito.

Um grito de que dava.

De que era possível.

De que o Brasil podia mais.

E hoje…

Hoje fica o vazio.

Porque o esporte moderno criou muitos jogadoresincríveis.

Mas poucos… pouquíssimos… são inesquecíveis.

Oscar Schmidt não era de outro nível.

Ele era de outra essência.

E essa… não se substitui.

Descanse em paz, Mão Santa.

O jogo nunca mais será o mesmo.

 

Por Jucinei Martins

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