Em entrevista concedida a uma rádio na última quinta-feira (16), o chefe do Executivo mato-grossense, Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o atendimento de urgência e emergência no estado, feito pelo SAMU, Serviço de Atendimento Móvel, passará a ser de responsabilidade do Corpo de Bombeiros.
A mudança anunciada pelo governador causou polêmica, mas, para Pivetta, a decisão tem o objetivo de reduzir custos e tornar a máquina pública mais enxuta e que o atendimento à população está garantido.
“O nosso glorioso Corpo de Bombeiros vai suprir esse importante trabalho do Samu. Isso já está decidido. Com isso, nós vamos diminuir custo, simplificar a máquina, diminuir a máquina, que é onde dá para diminuir, nós vamos diminuir. E esse é um serviço essencial, o Samu é um serviço importantíssimo, que a partir daqui quem faz é o Corpo de Bombeiros”, afirmou.
Segundo o Legislativo, a medida deve resultar no desligamento de 56 profissionais e no fechamento de bases do Samu na região de Cuiabá e Várzea Grande. A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Mato Grosso aprovou a convocação do secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo, para que compareça à Casa, nesta quarta-feira (22), para tratar do assunto.
Em nota, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT) criticou a medida e alertou para possíveis impactos no atendimento. Para a entidade, a reestruturação representa um “desmonte” do serviço e pode comprometer a assistência à população.
“Quando você reduz equipes e desestrutura o atendimento, bairros inteiros ficam descobertos. Famílias passam a depender de um sistema fragilizado, sem a mesma capacidade de resposta. Quem vai sentir na pele é a população”, afirmou o sindicato.
O Sisma também aponta que a redução de equipes já teria reflexos no tempo de resposta e na capacidade de atendimento, com risco de agravamento do cenário.
A entidade defende que o Samu é resultado de anos de experiência e especialização no atendimento de urgência e que mudanças estruturais devem ser conduzidas com planejamento e diálogo com os profissionais da área.
Redação PNB, com informações site Primeira Página



