O ano era 1952. A data de 24 de Abril reuniu onze educadores para a assinatura de uma ata em sessão que fez nascer a Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA). A história repassada por todos que fazem hoje, parte dessa imensa e produtiva família de trabalhadores em educação no Estado da Bahia, traz relatos que, graças ao livro – Movimento dos Professores da Rede Pública na Bahia – 1952-1989, de autoria de Nilda Moreira Santos (professora mestra da Universidade Católica do Salvador – UCSal), toda a população possa tomar conhecimento dos feitos da entidade e dos principais passos de sua fundação.
Grande articulador da criação de associações em defesa do monopólio do ensino secundário para os licenciados na década de 1940, Ramakrishna Bagavan dos Santos – professor de matemática formado na primeira turma da Faculdade de Filosofia em 1945 conta que aquela quinta-feira, 24 de abril de 1952, ficaria marcada para sempre. “Foi ali que eu, Raimundo Mata e Acácio Ferreira criamos a Associação dos Professores Licenciados, a APLB”, afirma. Ramakrishna expandiu sua ideia percorrendo boa parte do Brasil com o objetivo de criar outras entidades de professores. “Eu era o presidente da Associação nessa época e tinha ido a São Paulo manter contatos no sentido de criar outras APLB em outros estados, de forma que nós pudéssemos formar uma força nacional”, ressalta.
A força de vontade, a necessidade de sustentar uma ideia e defender uma categoria está presente nas histórias registradas e contadas e firmadas ao longo dos anos. A história de lutas, de defesas de direitos, de embates, negociações, buscas de garantias por melhores condições de trabalho. Quem bem sabe o que isso significa e pode falar sobre o assunto é o diretor da APLB Sindicato – Delegacia do Baixo/Médio São Fracisco, em Juazeiro, Gilmar Nery. Para ele, representar a entidade é antes de tudo, motivo de grande orgulho.
“É uma honra para mim estar na APLB Sindicato, ser da família da APLB Sindicato que ao longo de 74 anos vem lutando em defesa da categoria, em defesa da educação, em defesa de melhores dias para os trabalhadores em educação. A APLB Sindicato tem uma história de luta na Bahia e no Brasil, reconhecida. Além disso, faz parte da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, onde temos assento. Nós da Delegacia do Baixo/Médio São Francisco temos, nessa região, atuação grande e de muita resistência, de muitas conquistas”, afirma Gilmar.
Ele faz questão de reafirmar a força da entidade em defesa dos direitos dos trabalhadores em educação na região Norte da Bahia, com a presença e atuação firme dos Núcleos da APLB Sindicato presentes nos municípios de Abaré, Curaçá, Sobradinho e Senhor do Bonfim. “Por esse motivo, todas as conquistas juntas são fruto da luta da APLB Sindicato em defesa dos trabalhadores e podemos, nesse momento, comemorar com gosto de vitória esses 74 anos que é, de fato, muito importante para nossa categoria, para o nosso movimento sindical”, finaliza Gilmar.
Ascom



