Sempre Aos Domingos: “Aos 59, não me sinto chegando ao fim de nada. Estou no auge de mim”, por Sibelle Fonseca

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Eu já te tive em tantos números: 10, 15, 20, 30, e agora te abraço nos 59. Vívidos anos. Anos que não cabem em calendário, que não se explicam em linhas retas. Anos que me atravessaram como o sol de Juazeiro: quente, insistente, impossível de ignorar.

Chego como quem chega a um mirante depois de longa travessia, não ofegante, mas consciente. Olho para trás e não vejo apenas o caminho percorrido: vejo as versões de mim que precisei ser para continuar. Algumas ficaram pelo percurso, outras ainda caminham comigo, misturadas na mulher que hoje sustento.

Eu dei conta. Até aqui, dei conta.

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