Em entrevista ao Programa Preto no Branco, na manhã desta quarta-feira (29), o secretário de Saúde, Helder Coutinho, alertou que o avanço das síndromes gripais em Juazeiro, no norte da Bahia, tem contribuído para a superlotação na Unidade Pediátrica do município (UPED) e ressaltou a necessidade da vacinação contra o vírus da influenza. A unidade vem sendo criticada por alguns usuários nos últimos dias pela demora no atendimento.
O período é marcado pela sazonalidade das síndromes respiratórias, quando há maior circulação de vírus e aumento de casos graves, especialmente entre o público infantil. O aumento da demanda é expressivo e tem refletido no atendimento pediátrico na UPED.
Segundo Helder Coutinho, a unidade, que costumava registrar cerca de 2 mil atendimentos por mês, agora se aproxima de 4 mil. O número de internações chegou a 166 somente neste mês, enquanto, em janeiro, haviam sido registradas apenas 50.
Segundo o secretário, a unidade conta atualmente com 157 pacientes, e 155 dessas crianças não foram vacinadas contra o vírus da influenza, principal causador da gripe.
Sem a proteção da vacina, o secretário alerta que as chances de agravamento e necessidade de internação crescem significativamente, contribuindo para a superlotação dos serviços públicos de saúde.
A Secretaria de Saúde vem reforçando a importância da colaboração de familiares e responsáveis para buscarem, como medida essencial de prevenção, a vacinação, que contribui diretamente para a redução da incidência e da gravidade das síndromes gripais e das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), ajudando a proteger a população e a evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.
Grupo prioritário para vacinação
Fazem parte do público prioritário crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, gestantes e idosos, além de puérperas; povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde; professores do ensino básico e superior; profissionais das Forças de Segurança e Salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.
Entre as condições clínicas específicas contempladas pela vacinação estão morbidades respiratórias, cardíacas, neurológicas, hepáticas e renais, além de pessoas transplantadas, imunossuprimidas, com trissomias, obesidade grave e diabetes.
Os integrantes do grupo prioritário podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, levando documento com CPF e, se possível, o cartão de vacinação.
Redação PNB



