Usuários do transporte coletivo operado pela empresa Atlântico Transportes, em Juazeiro, no norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar problemas de atrasos nas linhas. Segundo eles, os atrasos vêm afetando a rotina de trabalhadores e estudantes que dependem do transporte.
Uma estudante, usuária da linha interestadual, relatou que aguardou, na última segunda-feira (4), o ônibus com saída prevista para 18h55, mas o veículo não apareceu no ponto de embarque.
“Fiquei esperando por quase uma hora o ônibus no terminal de Juazeiro. Depois de cansar de esperar, precisei pagar por uma corrida de moto por aplicativo. Eles simplesmente não fizeram a última rota da linha interestadual. Não é a primeira vez que isso acontece”, afirmou.
Ela afirmou que o problema não é isolado e criticou a prestação do serviço.
“Apesar da linha ter sido retomada, é inadmissível que continue com práticas que prejudicam os usuários. Pagamos caro por um serviço que já deixa a desejar e exigimos o mínimo de respeito”, disse.
Usuários da linha do Salitre, na zona rural de Juazeiro, também relataram dificuldades com os horários. Segundo eles, o tempo de deslocamento tem sido extenso, comprometendo a rotina de quem trabalha.
“Saímos de casa por volta das 7h da manhã e só conseguimos retornar quase 19h. O ônibus saiu do terminal às 16h30 e só chegou à localidade por volta das 18h20. Isso está prejudicando quem precisa chegar ao trabalho ou voltar para casa em horário adequado”, disse uma usuária.
Outra passageira afirmou que os atrasos têm sido frequentes e superiores ao que ocorria anteriormente.
“Não tem condições do ônibus sair às 16h30 do terminal e só chegar aqui às 18h20. Antes, nesse mesmo horário, o trajeto era mais rápido. Agora, além de sair atrasado, demora muito mais para chegar. Estou chegando atrasada ao plantão”, relatou.
Os usuários cobram providências da empresa e também do poder público.
“Precisamos que a empresa reveja os horários, que a situação seja regularizada e que as autoridades competentes fiscalizem esse serviço. Nós, usuários, não podemos ser prejudicados por depender do transporte público”, disse a usuária.
Encaminhamos as reclamações para a empresa Atlântico Transportes e para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes.
Redação PNB



