Nesta sexta-feira (8), às 7h30, em frente à Delegacia da Polícia Civil de Santa Maria da Boa Vista, Sertão de Pernambuco, haverá um protesto pedindo justiça pela morte da bancária Thiara Freire, à época com 33 anos, vítima do acidente envolvendo uma van e um veículo de luxo, conduzido pelo vocalista Lenno, ocorrido no início do mês de maio de 2025.
Moradora de Petrolina, Thiara trabalhava no Banco do Brasil em Santa Maria da Boa Vista e realizava diariamente o trajeto entre os dois municípios em uma van de lotação. A bancária e mais 15 pessoas viajavam na van. Thiara Freire morreu no local do acidente. Outros sete passageiros ficaram feridas, sendo três em estado grave.
A manifestação acontece um ano após o acidente, quando familiares, amigos e pessoas da comunidade denunciam a estagnação do inquérito, cobrando o avanço das investigações sobre o acidente.
De acordo com os organizadores do ato, a falta de respostas das autoridades tem gerado indignação entre familiares e sobreviventes do acidente.
“O que queremos é que o processo seja concluído e que a justiça seja feita”, afirma Thiago Freire, irmão da vítima.
A manifestação pretende dar visibilidade à cobrança por justiça e transparência nas investigações, para que o caso não caia no esquecimento.
Acidente
O acidente ocorreu no Km 116 da BR 428, em 5 de maio de 2025, no município de Santa Maria da Boa Vista. A PRF informou ainda que houve uma colisão da Range Rover na parte traseira da van. Em seguida, a van capotou e o veículo de luxo desceu uma ribanceira. Ainda conforme as informações, o cantor Lenno teve lesões leves e teria se recusado a fazer o teste do bafômetro.
Prisão
O Juiz da Comarca de Santa Maria da Boa Vista expediu um Mandado de Prisão Preventiva e Lenno Ferreira, acusado de ser o responsável pelo acidente, chegou a ser preso depois de realizar um show em João Pessoa (PB). O acusado foi encaminhado à Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, na capital paraibana, e liberado após revogação da prisão pela Justiça de Pernambuco.
O juiz decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares.
Defesa
A defesa do cantor Lenno Ferreira, acusado de embriaguez ao volante e homicídio culposo por causar o acidente que resultou na morte da bancária, em nota enviada a imprensa, em maio do ano passado, destacou que “o cantor jamais se furtou de prestar os esclarecimentos devidos perante as autoridades, não atentou contra as investigações e não praticou qualquer ato capaz de ensejar a sua prisão cautelar”.
A nota dizia ainda que “a prisão foi imposta imediatamente após um acidente de trânsito, ocorrido em 5 de maio, baseando-se preponderantemente no depoimento do condutor do outro veículo envolvido no acidente e sem a apresentação de laudos técnicos conclusivos. Após a interposição do pedido de revogação, o juízo competente reconsiderou a decisão inicial a partir da análise de acervo técnico probatório colacionado posteriormente, que evidencia a inconsistência dos elementos acusatórios iniciais”.
Os advogados ressaltaram ainda que:
1. No dia do acidente, LENNO permaneceu no local até a chegada do socorro, assim como, das autoridades policiais competentes;
2. LENNO se apresentou voluntariamente à polícia judiciária através de seus advogados constituídos, os quais mantiveram contato com a autoridade policial e peticionaram nos autos do Inquérito Policial, demonstrando desde o início sua disposição em colaborar com as investigações;
3. O laudo técnico da Polícia Rodoviária Federal é claro ao confirmar que LENNO não apresentava sinais de embriaguez e nem de uso de substâncias psicoativas no momento do acidente;
4. Ademais, restou esclarecida a concorrência do motorista da Ducato Minibus, que transportava passageiros, na dinâmica do acidente, realizou uma manobra proibida (ultrapassagem em faixa contínua) e que comprometeu a regularidade da condução.
“Ressaltamos que a repercussão midiática que precipitou os apontamentos acerca dos fatos, sem maiores esclarecimentos, vem trazendo graves implicações à carreira de LENNO, um artista renomado, afetando sua imagem e compromissos profissionais. A decisão da Justiça reflete a importância da presunção de inocência e do direito à defesa”.
Redação PNB



