Uma nova forma de atendimento adotada no Hospital Regional de Juazeiro tem gerado dúvidas e insatisfação entre pacientes e familiares. Nesta terça-feira (12), a redação do PNB recebeu o relato da filha de uma mulher de 53 anos que procurou a unidade após passar mal e afirma ter sido atendida por um médico de forma online, mesmo estando na urgência da unidade.
De acordo com o relato, a paciente deu entrada no hospital por volta das 7h da manhã em busca de atendimento imediato. No entanto, segundo a filha, o processo foi demorado e só foi concluído por volta das 13h. Além da espera considerada longa, o que mais chamou atenção da família foi o formato do atendimento médico.
“Minha mãe teve uma infecção e passou 25 dias na UTI do Hospital. Essa infecção atingiu os rins dela. Ela está aguardando autorização para fazer a retirada do cateter em Salvador, pois ela precisa continuar com o tratamento. Só que hoje, ela sentiu muitas dores, náuseas, passou mal, e foi para a urgência do hospital. Chegando lá, soubemos que os atendimentos estão sendo online. A gente fica sem entender se isso é realmente adequado para uma situação de urgência”, questionou a filha, que preferiu não se identificar.
A reclamação levanta o debate sobre a utilização da telemedicina no setor de urgência e emergência, casos que exigem avaliação clínica imediata e presencial.
“Como é que um médico da urgência atende online? Consulta o paciente por uma tela, sem tocar, sem fazer o exame clínico, sem nada? Como é que ele vai saber o que exatamente a paciente tem? Foi isso que aconteceu na urgência do hospital, pois agora os atendimentos estão sendo online. Foi assim com minha mãe e com outros pacientes”, contou a filha.
Outro ponto destacado pela familiar foi o tempo de espera. Mesmo chegando cedo à unidade, a paciente permaneceu cerca de seis horas no hospital até ser atendida, o que também gerou insatisfação.
“Fora a demora. Chegamos no hospital às 7 horas da manhã, minha mãe passando mal, e ela só foi atendida quase uma e meia da tarde e ainda via on-line. Um absurdo isso!”, protestou a filha.
Nossa reportagem entrou em contato com a direção do Hospital Regional de Juazeiro para esclarecer como funciona o novo modelo de atendimento, mas não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para que a unidade se manifeste.
Redação PNB



