Ex-funcionários denunciam atraso de salários e direitos trabalhistas após encerramento das atividades de colégio particular, em Petrolina

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Ex-funcionários do Colégio Professor Simão, em Petrolina, no sertão de Pernambuco, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar a ausência do pagamento de salários e direitos trabalhistas após o encerramento das atividades da instituição, ocorrido no início deste ano. Segundo os relatos, trabalhadores da unidade escolar e do hotelzinho Simaozinho estariam há meses sem receber valores acordados com a direção da escola.

“Em novembro de 2025, a dona do colégio fez uma reunião com os advogados da instituição e com os funcionários para entrarem num acordo”, relatou um ex-funcionário.

Segundo eles, durante a reunião foi garantido o pagamento dos direitos dos trabalhadores.

“Foi prometido pagar todos os direitos dos funcionários, como férias, décimo terceiro, salário de dezembro e também os valores do FGTS que nunca foram depositados. No acordo seria pago em 10 vezes, todo dia 5 de cada mês, a partir de janeiro de 2026. Até hoje ninguém recebeu nada e nem satisfação foi dada”, disse outro.

Ainda conforme os relatos, a situação tem causado dificuldades financeiras para diversas famílias. Alguns trabalhadores afirmam que continuam desempregados e alegam não conseguir contato com a direção da empresa.

“Tem funcionário que não conseguiu trabalho e cobra uma posição da direção do colégio. Mas ela não responde mensagens, não atende telefone e a situação continua a mesma”, declarou.

Eles afirmam ainda que ex-funcionários do hotelzinho Simaozinho também enfrentam os mesmos problemas relacionados ao pagamento de direitos trabalhistas.

“Tanto os funcionários do colégio como do hotelzinho estão há meses sem receber seus direitos”, acrescentou um dos relatos.

Alguns trabalhadores informaram que já ingressaram com ações na Justiça para tentar garantir o recebimento dos valores devidos.

Encaminhamos as denúncias para a gestão do colégio. Em nota, a direção assim se posicionou.

Confira:

“O Colégio Professor Simão esclarece que o encerramento de suas atividades ocorreu em razão de severas dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, diante do cenário amplamente agravado pelo contexto econômico dos últimos anos e período pandêmico que vivenciamos. Sobre os fatos mencionados, esclarecemos que as alegações referidas já se encontram submetidas à apreciação do Poder Judiciário, em processo próprio, oportunidade em que todas as partes envolvidas poderão exercer plenamente o contraditório e a ampla defesa, com a devida análise das provas e circunstâncias pertinentes a cada caso. Ressaltamos, ainda, que parte das demandas tramita sob segredo de justiça, razão pela qual a instituição e seus representantes estão legalmente impedidos de divulgar informações, documentos ou detalhes relacionados aos procedimentos judiciais, em respeito às determinações legais e à preservação dos direitos das partes envolvidas. Dessa forma, o Colégio Professor Simão não irá se manifestar publicamente acerca de acusações ainda pendentes de apreciação judicial, especialmente para evitar exposição indevida, conclusões precipitadas ou interpretações dissociadas do contexto processual. A instituição reafirma seu respeito às instituições, ao devido processo legal e ao regular andamento das ações judiciais.”

Redação PNB

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