Após questionamentos, Hospital Regional de Juazeiro se pronuncia sobre serviço de telemedicina na urgência da unidade

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Na última terça-feira (12), a filha de uma mulher de 53 anos que procurou a urgência do Hospital Regional de Juazeiro, em contato com o PNB, questionou o atendimento médico de forma online adotado pela instituição hospitalar. Ela contou que a mãe passou mal e foi atendida por um médico virtualmente, mesmo estando na urgência da unidade.

Nós procuramos a instituição e, somente nesta terça-feira (19), a Assessoria de comunicação do Hospital Regional nos enviou uma nota de esclarecimento sobre a implantação do serviço de telemedicina.

Confira

“O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) informa que o atendimento realizado no dia 12 de maio de 2026 seguiu o fluxo assistencial, com acolhimento, classificação de risco e avaliação médica por meio do serviço de telemedicina implantado no hospital. A telemedicina é uma modalidade de atendimento médico realizada com o uso de tecnologia, por profissional habilitado, permitindo avaliação clínica, orientação, prescrição e encaminhamentos quando necessários. Trata-se de uma prática reconhecida, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e utilizada no Brasil e em diversos países como ferramenta segura para ampliar o acesso da população à assistência em saúde. O HRJ reforça que o serviço de telemedicina da unidade segue as normas legais e técnicas vigentes. Ainda assim, por compromisso com a transparência e com a segurança assistencial, a gestão hospitalar está realizando avaliação interna detalhada de todo o fluxo do caso, incluindo horários de chegada, acolhimento, classificação de risco, atendimento médico e demais etapas da assistência prestada”.

Questionamento

De acordo com o relato, a paciente deu entrada no hospital por volta das 7h da manhã em busca de atendimento imediato. No entanto, segundo a filha, o processo foi demorado e só foi concluído por volta das 13h. Além da espera considerada longa, o que mais chamou atenção da família foi o formato do atendimento médico.

“Minha mãe teve uma infecção e passou 25 dias na UTI do Hospital. Essa infecção atingiu os rins dela. Ela está aguardando autorização para fazer a retirada do cateter em Salvador, pois ela precisa continuar com o tratamento. Só que hoje, ela sentiu muitas dores, náuseas, passou mal, e foi para a urgência do hospital. Chegando lá, soubemos que os  atendimentos estão sendo online. A gente fica sem entender se isso é realmente adequado para uma situação de urgência”, questionou a filha, que preferiu não se identificar.

A reclamação levanta o debate sobre a utilização da telemedicina no setor de urgência e emergência, casos que exigem avaliação clínica imediata e presencial.

“Como é que um médico da urgência atende online? Consulta o paciente por uma tela, sem tocar, sem fazer o exame clínico, sem nada? Como é que ele vai saber o que exatamente a paciente tem? Foi isso que aconteceu na urgência do hospital, pois agora os atendimentos estão sendo online. Foi assim com minha mãe e com outros pacientes”, contou a filha.

Outro ponto destacado pela familiar foi o tempo de espera. Mesmo chegando cedo à unidade, a paciente permaneceu cerca de seis horas no hospital até ser atendida, o que também gerou insatisfação.

“Fora a demora. Chegamos no hospital às 7 horas da manhã, minha mãe passando mal, e ela só foi atendida quase uma e meia da tarde e ainda via on-line. Um absurdo isso!”, protestou a filha.

Redação PNB

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