O ator juazeirense Leo Miranda vem consolidando sua trajetória no audiovisual brasileiro desde sua estreia em 2019, quando participou do longa-metragem Deserto Particular, dirigido por Ally Muritiba. Inicialmente atuando como assistente de produção, Leo acabou integrando o elenco após substituir um ator durante o período de preparação do filme, que foi lançado em 2020 e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2021.
A partir dessa experiência, o ator passou a ampliar sua participação em produções de destaque. Em 2024, Leo Miranda integrou o elenco da segunda temporada da série Cangaço Novo, com previsão de lançamento pela plataforma Amazon Prime.
Já em 2025, o artista gravou o longa de ficção Diabos de Fernando, filmado no Recife. A produção, ambientada na década de 1930, aborda o cotidiano de presos políticos isolados na Ilha de Fernando de Noronha. O filme é dirigido por Caio Dornelas e tem estreia prevista para 2026.
Ainda no mesmo ano, Leo também participou da série Sementes, que será exibida pela TV Pernambuco. A produção tem direção de Cecília da Fonte e Sérgio Borges, reforçando a presença do ator em projetos televisivos regionais e nacionais.
Com uma carreira em ascensão, Leo Miranda vem se destacando pela versatilidade e pela inserção em produções relevantes do cinema e da televisão brasileira, consolidando seu nome no cenário artístico contemporâneo.

Uma história que nasceu no Sertão
Produtor cultural, ator e articulador de encontros, ele é daqueles que não apenas ocupam espaços, ele os inventa.
Uma história que nasceu no Sertão, no Vale do São Francisco, quando, em 2014, fundou o Bosque Coletivo, Leo passou a costurar experiências que misturam arte, música e gente.
Não são apenas eventos. São territórios vivos. Mais de 50 realizações depois, entre festas, festivais, saraus e bailes, o que se vê é uma trajetória marcada por encontros improváveis e estéticas plurais.
Pelos palcos que ajudou a erguer, passaram nomes de peso da cena contemporânea, mas o que mais chama atenção é o seu olhar para o local, o artista da terra, o som que nasce no interior, o grito criativo que muitas vezes não encontra microfone. Pelo selo do Bosque, lançou álbuns e EPs que carregam o DNA do Vale, além de gerir carreiras e impulsionar novos caminhos na música independente.
Mas Leo não se limita ao chão dos palcos. Ele também atravessa telas, ultrapassa fronteiras para contar e reinventar as inúmeras facetas dos Brasis.

Há algo de orgânico na trajetória de Leo Miranda. Como se sua caminhada fosse guiada por um princípio simples e raro: fazer da arte um lugar de pertencimento. Seja dirigindo um clipe, produzindo um festival ou ocupando a cena como ator, ele constrói pontes entre linguagens e pessoas.
No fim, Leo não é apenas um produtor ou ator. É um articulador de mundos. Um criador de possibilidades.
Um daqueles nomes que fazem do interior um centro e da cultura, um movimento contínuo.
E o melhor, ele é de Juazeiro, Sertão da Bahia!
Por Sibelle Fonseca



