O tradicional São João do município de Uauá, na região Norte da Bahia, está oficialmente cancelado neste ano de 2026. O anúncio foi feito pelo prefeito Marcos Lobo em vídeo publicado nas redes sociais. (Veja abaixo)
Segundo o gestor, a decisão foi tomada diante do agravamento da situação sanitária provocada pela epidemia de dengue no município, além das dificuldades financeiras enfrentadas pela administração. Marcos Lobo afirmou que a realização da festa poderia comprometer os serviços essenciais e o pagamento dos servidores públicos.
“É uma medida necessária para evitar que o município entre em colapso financeiro”, declarou o prefeito, pedindo compreensão da população.
Veja o vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DY5js30pLeo/?igsh=MXVyYnJ1MGY3NnV3eg==
Uauá enfrenta atualmente um aumento significativo nos casos de dengue. Diante da situação, o Governo da Bahia enviou equipes de resposta rápida e abriu leitos para auxiliar no enfrentamento da crise sanitária.
Apesar da justificativa apresentada pela gestão municipal, a decisão provocou forte reação popular, principalmente por este ser o ano do centenário da cidade. Nas redes sociais, moradores classificaram o cancelamento como “histórico e lamentável”.
Veja alguns comentários:
“O São João não será realizado por falta de recursos financeiros. A crise da dengue está sendo usada apenas como pretexto. Foi publicado um decreto proibindo qualquer pessoa de realizar festas de São João sob a justificativa do aumento dos casos de dengue. No entanto, a dengue não é uma doença transmissível de pessoa para pessoa, o que reforça a percepção de que a prefeitura quer impedir a realização do São João de qualquer maneira. A verdade é que a prefeitura deixou de pagar os agentes de endemias durante alguns meses. Por causa disso, os profissionais interromperam as atividades, o que contribuiu para o agravamento da situação da dengue até chegar ao ponto que todos já conhecem. Na Educação, também há pagamentos devidos que não foram realizados. A categoria já anunciou uma paralisação geral a partir do próximo dia 2. A prefeitura enfrenta dificuldades para pagar funcionários de diversos setores. O problema financeiro é generalizado.”
“No centenário do município, algo histórico e lamentável acontece: o São João é cancelado, quebrando uma tradição que nunca havia sido interrompida dessa forma. A decisão gera revolta e sensação de abandono na população. Enquanto isso, a educação enfrenta paralisações com indicativo de greve, a saúde segue em situação preocupante e sem respostas efetivas, e o impacto econômico já atinge em cheio o comércio local. Donos de hotéis estão cancelando reservas e devolvendo valores, lojistas de roupas e calçados relatam queda nas vendas, e os barraqueiros, que dependem diretamente do período junino, já sentem o prejuízo. O sentimento é de incerteza e abandono geral, e a população cobra responsabilidade, transparência e respeito à história e a quem vive da economia da cidade.”
“Sempre falando em investimento e nada feito… Todo mundo vê o que está acontecendo com a saúde, educação, manutenção de estradas, dentre outras situações. Na comunidade de Santana, foi feita uma manutenção apenas na estrada principal que dá acesso Santana/Uauá. O restante da comunidade e as comunidades circunvizinhas nunca tiveram manutenção. A escola de Santana iniciou uma reforma que parece ser infinita, ou estão querendo fazer aniversário centenário da reforma. Entra ano e sai ano, e ela não é concluída. Tem motoristas tapando buracos nas estradas para conseguirem passar com veículos cheios de alunos em condições melhores. Até quando isso vai acontecer, senhor prefeito? Até quando o senhor vai ficar publicando vídeos de reforma nisso e manutenção naquilo sem nada ser feito?”
“Cancelar o São João alegando falta de verba e usar a dengue como justificativa é muito conveniente quando a cidade inteira já percebe o abandono em várias áreas. Falta remédio, falta investimento, falta organização, falta respeito com a população… Mas a dúvida continua: para onde estão indo as verbas que chegam à prefeitura? O povo não é cego. A população trabalha, paga imposto e merece transparência, não desculpas prontas toda vez que algo importante é cancelado. São João não é só festa, é cultura, é tradição, é renda para comerciantes, ambulantes, músicos e várias famílias que dependem desse período para sobreviver. Se realmente falta dinheiro para tudo, então está mais do que na hora de investigar e mostrar com clareza onde cada centavo está sendo investido. Porque, quando falta em todas as áreas, o problema não é mais desculpa… é gestão. O povo merece respeito, respostas e compromisso de verdade.”
“Uauá vive um momento triste. Ver uma cidade prestes a completar 100 anos sem São João é algo difícil de aceitar, principalmente sendo uma das tradições mais fortes do nosso povo. O mais revoltante é ouvir discurso de responsabilidade financeira enquanto a população convive com problemas básicos que seguem sem solução. Um hospital há anos em reforma, serviços que não funcionam como deveriam e uma sensação constante de abandono. O São João não é apenas festa. É cultura, identidade, movimento para os comerciantes, renda para famílias e orgulho da cidade. Cancelar algo tão tradicional no centenário de Uauá mostra o tamanho da crise administrativa que estamos vivendo. Se a justificativa é priorizar o básico, então o básico precisava estar funcionando. A população merece respeito, transparência e resultados reais.”
“O São João aqui não é apenas uma festa: é memória, é união, é tudo o que faz a nossa cidade ser única. Ao longo de gerações, celebramos essa tradição, e ela sempre foi motivo de alegria e identidade para todos nós. Hoje nos deparamos com o cancelamento dessa festa tão nossa, enquanto vemos problemas graves que não acabam: serviço de saúde que não funciona como deveria, deixando pessoas sem assistência; professores precisando parar suas atividades porque não recebem seus pagamentos. Se faltou recurso para a festa, por que sobra em outras áreas? Onde está a responsabilidade e a transparência? Essa decisão levanta muitas dúvidas, e há muita coisa que precisa ser explicada e investigada com seriedade. Cultura, saúde e educação são direitos nossos.”
“Falta salário para professor, e a melhor tradição da cidade também já está indo por água abaixo. A pergunta que fica é: que destino está tomando esse dinheiro?”
“Faltou explicar por que o município está com dificuldades financeiras e para onde está indo o dinheiro do município. Qual a diferença da cidade do ano passado para este ano? Ano passado teve festa com bandas caras e este ano está com dificuldades financeiras. Não dá para entender. Na Educação, o dinheiro não está, porque os professores fazem greve atrás de greve. Na saúde também não está. Os agentes de endemias ficaram sem trabalhar por falta de pagamento, e aí deu no que deu. Tem um hospital que já vai para seis anos de reforma; quando terminar, já vai ter que começar outra. Saneamento não tem, calçamento de novas ruas também não. Então fica difícil entender por que a cidade está com dificuldades financeiras, sendo que do ano passado para este ano nada mudou. Não se vê investimento da prefeitura em nada.”
Redação PNB



