Trabalhadores da limpeza urbana de Juazeiro podem paralisar atividades na próxima segunda-feira (22) em apoio à greve nacional; entenda a luta da categoria

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Os trabalhadores da limpeza urbana de Juazeiro, no norte da Bahia, poderão aderir à Greve Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Limpeza Urbana, marcada para a próxima segunda-feira (22). A mobilização nacional tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a avançar na votação do Projeto de Lei (PL) 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas.

Ao Portal Preto no Branco, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública do Estado da Bahia (SindilimpBA) em Juazeiro, Jamay Damasceno, informou que a definição sobre a adesão do município ao movimento ocorrerá após uma reunião marcada para o próximo sábado (20).

“Vamos ter uma reunião no sábado à tarde para definir como vai ser aqui em Juazeiro, mas já adianto que vamos estar na frente da empresa Limp City na segunda-feira pela manhã cedo. Greve aqui só vou ter a certeza após a reunião no sábado, porém, se não for rolar, vamos pelo menos paralisar por algumas horas”, declarou.

Caso a adesão seja confirmada em Juazeiro, a paralisação poderá afetar temporariamente serviços de limpeza urbana e coleta de resíduos no município.

Greve Nacional

A greve nacional foi anunciada pelo SindilimpBA, que divulgou nota de apoio à paralisação. Segundo a entidade, o movimento busca cobrar que o Senado coloque em pauta a votação do projeto que regulamenta a profissão dos trabalhadores da limpeza urbana.

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e prevê a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036, além do reconhecimento da atividade como essencial, garantia de adicional de insalubridade em grau máximo, aposentadoria especial e outras medidas voltadas à proteção da saúde e da segurança dos profissionais.

O sindicato argumenta que garis, margaridas e demais trabalhadores da limpeza urbana desempenham funções indispensáveis para a saúde pública e para o funcionamento das cidades, mas ainda enfrentam baixos salários, exposição constante a riscos e falta de reconhecimento profissional.

“O PL dos Garis e Margaridas permanece travado no Senado, enquanto milhares de trabalhadores seguem sem reconhecimento e sem garantias mínimas para o exercício de uma atividade essencial à saúde pública e para o funcionamento das cidades”, disse o sindicado em nota.

De acordo com o SindilimpBA, a insatisfação da categoria aumentou diante da demora do Senado em analisar a matéria, apesar da existência de apoio de parlamentares para acelerar sua tramitação. A entidade considera a greve um instrumento legítimo para pressionar o avanço da proposta.

“A greve nacional é um instrumento legítimo de pressão para que o Senado Federal cumpra seu papel e avance com a votação de um projeto que garante dignidade, segurança e direitos a uma categoria fundamental para o funcionamento das cidades”, disse o órgão.

Redação PNB

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