Um paciente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Juazeiro, a região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para relatar situações que presenciou na manhã desta segunda-feira (6). Segundo ele, o serviço enfrenta superlotação, demora nos atendimentos e falta de profissionais.
“Eu fazia acompanhamento no CAPS II em 2024 e retornei hoje. Me deparei com um caos generalizado. Pacientes em claro sofrimento mental sendo dispensados, porque para marcar atendimento só nos dias 16 e 17 de julho.A cena mais perturbadora foi uma acompanhante que chegou com a irmã, que tinha acabado de sair da UPA após uma tentativa de suicídio. A conduta foi fazer o acolhimento e orientar que ela voltasse no dia 17 para marcar a consulta com o psiquiatra. A acompanhante perguntou: ‘E até lá, eu faço o quê?’. A resposta foi: ‘Tem que aguardar’. Ela respondeu: ‘Até lá já morreu’ e foi embora”, afirmou “, relatou.
Ainda conforme o paciente, a própria equipe informou que a unidade funcionava com quadro reduzido de profissionais.
“A recepcionista falou que hoje estava sem funcionários, que só tinham ela, o médico e uma técnica. O CAPS está lotado, com pacientes dentro e fora da unidade. Até quase 10h da manhã, o primeiro paciente ainda estava sendo atendido. É desumano um serviço de saúde mental estar funcionando dessa forma”, desabafou. “, contou.
Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



