“O direito ao lazer de alguns não pode anular o direito ao descanso”, reclama morador sobre barulho do ‘Trenzinho da Alegria’ em Juazeiro; SOPH responde

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Um morador da área central de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para reclamar da poluição sonora provocada pelo chamado “trenzinho da alegria”, veículo de entretenimento que circula pelas ruas com música em alto volume. Segundo ele, o problema não é a existência da atração, mas o excesso de ruído produzido durante os passeios.

“Não se trata de ser contra o lazer ou o trabalho de ninguém, mas sim contra o volume abusivo. Esses veículos trafegam com estruturas de som comparáveis às de grandes trios elétricos, fazendo janelas tremerem e tornando impossível qualquer momento de paz dentro das próprias casas”, relata.

O morador afirma que a situação tem afetado diretamente a rotina de quem vive nas ruas por onde o veículo passa.

“O impacto na vida da população é devastador. Idosos, doentes acamados, bebês e pessoas que precisam descansar para trabalhar no dia seguinte têm sua rotina severamente prejudicada, sem contar o estresse extremo provocado nos animais de estimação”, diz.

Ele também questiona a autorização concedida para o funcionamento da atração em Juazeiro.

“Importante destacar que esse mesmo trem foi pedir o alvará de funcionamento em Petrolina e foi negado. Por que aqui liberou? Juazeiro é uma cidade extremamente barulhenta”, criticou.

O morador finalizou fazendo um apelo para que haja fiscalização e cumprimento da legislação.

“A legislação sobre poluição sonora e importunação do sossego público existe para ser cumprida. Veículos de entretenimento que circulam por zonas residenciais precisam se adequar aos limites de decibéis permitidos por lei. O direito ao lazer de alguns não pode anular o direito ao descanso e à saúde de toda a cidade”, conclui.

O Portal Preto no Branco encaminhou a reclamação à Secretaria de Ordenamento Público e Habitação em busca de esclarecimentos. Em resposta, a SOPH informou que “realizará fiscalização para verificar a situação. Caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas cabíveis”.

Redação PNB

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