Profissional de saúde denuncia precarização das condições de trabalho no Hospital Unimed de Juazeiro: “É urgente que haja investigação e fiscalização”

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Em contato com nossa redação, uma profissional de saúde que atua no Hospital Unimed de Juazeiro, norte da Bahia, fez uma série de denúncias sobre as condições de trabalho na instituição. A denunciante, que pediu para não ter sua identidade revelada por medo de retaliações, relata precariedades nas condições de trabalho, falhas na organização das escalas, das jornadas, das condições de descanso e alimentação e supostas práticas de assédio moral organizacional e violação de direitos trabalhistas.

“A unidade está passando por uma situação muito grave de precarização do trabalho. Há muitos pedidos de demissão, o que tem gerado falta de profissionais e uma sobrecarga enorme para quem continua trabalhando. As escalas mudam com frequência e é comum a realização de dobras de plantão, o que prejudica o descanso, aumenta o risco de adoecimento físico e mental e ainda pode comprometer a qualidade do atendimento aos pacientes. Além disso, quando os trabalhadores reclamam ou fazem questionamentos, há relatos de retaliação, com mudanças de escala como forma de punição, incluindo transferências para o turno noturno ou para regime diarista, mesmo quando a pessoa tem outro emprego, o que piora ainda mais a situação financeira e pessoal”.

Ela também denuncia hostilidade no ambiente de trabalho e dificuldade de diálogo com a coordenação da instituição hospitalar.

“Outro ponto muito preocupante é a postura de uma enfermeira específica em cargos de liderança, que age de forma autoritária e desrespeitosa com os demais profissionais técnicos. Não são todas, mas isso acontece com frequência com uma profissional, que cria um ambiente de trabalho hostil. Outro problema é a dificuldade de acesso à coordenação geral. Os funcionários não conseguem levar suas demandas diretamente, pois existe uma barreira entre a gestão e os trabalhadores, fazendo com que muitas reclamações nem cheguem à coordenação. Também há aplicação frequente de advertências, o que tem gerado medo e insegurança entre os profissionais. O ambiente de trabalho está muito desgastante, com relatos de pessoas emocionalmente esgotadas, adoecidas e até afastadas por problemas de saúde mental”.

A profissional relata ainda que: “Não há um local adequado para alimentação durante o plantão. O descanso já é insuficiente e ainda é prejudicado pelas condições impostas. A copa fica fechada e só abre no horário do almoço. Muitos profissionais têm outro vínculo de trabalho e passam horas sem um espaço adequado para fazer um lanche ou tomar café, o que afeta diretamente o bem-estar e as condições mínimas de trabalho”.

A denunciante finaliza reivindicando aos órgãos responsáveis que fiscalizem e averiguem as denúncias: “Diante de tudo isso, é urgente que haja investigação e fiscalização das condições de trabalho, da organização das escalas, das jornadas, das condições de descanso e alimentação e de possíveis práticas de assédio moral organizacional e violação de direitos trabalhistas.

Encaminhamos as denúncias para a Gerência do Trabalho e Emprego, em Juazeiro, e também para a Assessoria de Comunicação do Hospital Unimed. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Redação PNB 

 

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