“Colegas estão pedindo demissão”: auxiliar de farmácia denuncia assédio e sobrecarga no Hospital Unimed de Juazeiro e pede fiscalização

0

Uma profissional que atua como auxiliar de farmácia entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar uma série de situações que estariam ocorrendo no Hospital Unimed, em Juazeiro, na região Norte da Bahia. Conforme o relato, o ambiente de trabalho têm se tornado cada vez mais desgastante.

“Gostaria de solicitar a apuração das condições de trabalho enfrentadas pelos auxiliares de farmácia da Unimed Juazeiro, diante de diversas irregularidades que vêm ocorrendo de forma contínua e que têm causado prejuízos à saúde física e mental dos trabalhadores. Os auxiliares de farmácia vêm sendo submetidos a constantes situações de desvio de função, executando atividades que não correspondem às atribuições do cargo para o qual foram contratados. Além das funções inerentes ao cargo, diversos colaboradores são obrigados a desempenhar atividades administrativas, operacionais e de apoio em outros setores, sem treinamento adequado, sem remuneração compatível e sem qualquer reconhecimento profissional.”, relata.

A profissional também afirmam que a equipe está reduzida e que a falta de funcionários tem aumentado a carga de trabalho.

“A equipe também sofre com grave sobrecarga de trabalho em razão do quadro insuficiente de funcionários. Há setores funcionando com número reduzido de colaboradores, fazendo com que poucos empregados assumam responsabilidades de várias pessoas ao mesmo tempo, comprometendo a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência prestada e a saúde física e emocional dos trabalhadores”, relatam.

A profissional destaca ainda supostas situações de perseguições e adoecimento de colaboradores.

“Além disso, os colaboradores convivem diariamente com cobranças excessivas, pressão constante, tratamento desigual, perseguições, falta de apoio da liderança e um ambiente de trabalho marcado pelo medo e pela insegurança. Essas situações caracterizam um ambiente de trabalho psicologicamente adoecedor, levando muitos profissionais ao esgotamento emocional. A situação chegou a um ponto em que alguns colegas estão pedindo demissão, abrindo mão de diversos direitos trabalhistas por não suportarem mais a pressão e as condições impostas no ambiente de trabalho. Muitos outros permanecem em silêncio por medo de sofrer represálias ou perder o emprego”, acrescenta.

Ainda conforme o relato, a gestão e a coordenação já foram comunicadas diversas vezes sobre os problemas.

“Ressalta-se que a gestão e a coordenação têm conhecimento das situações relatadas, pois os problemas já foram comunicados diversas vezes pelos colaboradores. Entretanto, até o momento, não foram adotadas medidas efetivas para solucionar as irregularidades ou proteger os trabalhadores, permitindo que as situações de desvio de função, sobrecarga e assédio continuem ocorrendo”, alega.

Diante do cenário, a trabalhadora pede que os órgãos competentes fiscalizem as condições de trabalho na unidade.

“Solicito que seja realizada fiscalização e investigação das condições de trabalho na Unimed Juazeiro, especialmente quanto ao desvio de função, à sobrecarga de trabalho, às práticas de assédio moral e psicológico, ao dimensionamento da equipe e ao cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho, com a adoção das medidas cabíveis para garantir um ambiente de trabalho digno e seguro. O objetivo desta manifestação é proteger os trabalhadores e buscar a regularização das condições de trabalho, e não expor qualquer colaborador individualmente. Diante da gravidade dos fatos, requer-se a atuação dos órgãos competentes para apurar as irregularidades, responsabilizar os responsáveis, quando cabível, e assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados”, finalizou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome