Sindicato dos Enfermeiros diz que vai apurar condições de trabalho no Hospital Unimed, em Juazeiro, após profissional da saúde denunciar precarização

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Após uma profissional de saúde que atua no Hospital Unimed de Juazeiro, no norte da Bahia, relatar precariedades nas condições de trabalho, falhas na organização das escalas e das jornadas, problemas relacionados às condições de descanso e alimentação, além de supostas práticas de assédio moral organizacional e violações de direitos trabalhistas, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia se manifestou.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, o SEEB informou que “tomou conhecimento da denúncia divulgada pelo Portal Preto no Branco, referente à situação do Hospital Unimed no município de Juazeiro-Ba.
Diante da gravidade dos fatos relatados, o SEEB comunica que realizará fiscalização no local, com o objetivo de apurar as condições de trabalho das(os) enfermeiras(os), adotando todas as medidas cabíveis para a garantia dos direitos da categoria e a qualidade dos serviços de saúde.
O sindicato reforça a importância da participação ativa das(os) enfermeiras(os ) na defesa de condições dignas de trabalho. Nesse sentido, orienta que denúncias sejam formalizadas por meio do canal oficial do SEEB, através do e-mail denuncia@seeb.org.br, para que possam ser devidamente analisadas pela diretoria e pelo departamento jurídico da entidade.
O SEEB reafirma seu compromisso com a valorização da enfermagem e a luta permanente por melhores condições de vida e trabalho, assim como a assistência à saúde em todo o estado da Bahia”.

A denúncia

“A unidade está passando por uma situação muito grave de precarização do trabalho. Há muitos pedidos de demissão, o que tem gerado falta de profissionais e uma sobrecarga enorme para quem continua trabalhando. As escalas mudam com frequência e é comum a realização de dobras de plantão, o que prejudica o descanso, aumenta o risco de adoecimento físico e mental e ainda pode comprometer a qualidade do atendimento aos pacientes. Além disso, quando os trabalhadores reclamam ou fazem questionamentos, há relatos de retaliação, com mudanças de escala como forma de punição, incluindo transferências para o turno noturno ou para regime diarista, mesmo quando a pessoa tem outro emprego, o que piora ainda mais a situação financeira e pessoal”.

Ela também denuncia hostilidade no ambiente de trabalho e dificuldade de diálogo com a coordenação da instituição hospitalar.

“Outro ponto muito preocupante é a postura de uma enfermeira específica em cargos de liderança, que age de forma autoritária e desrespeitosa com os demais profissionais técnicos. Não são todas, mas isso acontece com frequência com uma profissional, que cria um ambiente de trabalho hostil. Outro problema é a dificuldade de acesso à coordenação geral. Os funcionários não conseguem levar suas demandas diretamente, pois existe uma barreira entre a gestão e os trabalhadores, fazendo com que muitas reclamações nem cheguem à coordenação. Também há aplicação frequente de advertências, o que tem gerado medo e insegurança entre os profissionais. O ambiente de trabalho está muito desgastante, com relatos de pessoas emocionalmente esgotadas, adoecidas e até afastadas por problemas de saúde mental”.

A profissional relata ainda que: “Não há um local adequado para alimentação durante o plantão. O descanso já é insuficiente e ainda é prejudicado pelas condições impostas. A copa fica fechada e só abre no horário do almoço. Muitos profissionais têm outro vínculo de trabalho e passam horas sem um espaço adequado para fazer um lanche ou tomar café, o que afeta diretamente o bem-estar e as condições mínimas de trabalho”.

A denunciante finaliza reivindicando aos órgãos responsáveis que fiscalizem e averiguem as denúncias: “Diante de tudo isso, é urgente que haja investigação e fiscalização das condições de trabalho, da organização das escalas, das jornadas, das condições de descanso e alimentação e de possíveis práticas de assédio moral organizacional e violação de direitos trabalhistas.

Redação PNB

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