Nesta quinta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça decidiu, por maioria absoluta, decidiu punir o ministro Marco Buzzi com a disponibilidade (afastamento) e com a perda do cargo por violação dos deveres funcionais diante das acusações de assédio e importunação sexual, além de injúria, que ele foi alvo.
É a primeira vez que um ministro é sancionado com a nova pena máxima para violações graves, como definiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Antes, a sanção mais dura para magistrados era a aposentadoria compulsória, que mantinha o recebimento do salário.
Ao longo de todo o processo, Buzzi negou as acusações. A defesa dele alega que o ministro estaria sendo vítima de um conluio e fofoca de gabinete. Os advogados apresentaram um laudo de disfunção erétil, ou seja, dificuldade constante de obter ou manter uma ereção firme para o ato sexual, que pode ser causada por problemas físicos ou fatores emocionais



