Em nota enviada ao Portal Preto No Branco, o Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) informou que as sessões de quimioterapia do jovem de 27 anos diagnosticado com câncer de reto, no último mês de março, serão realizadas a partir da próxima segunda-feira (24).
O posicionamento da unidade hospitalar ocorre após Sirleide, mãe do jovem, denunciar ao PNB as dificuldades enfrentadas pelo filho para conseguir iniciar o tratamento oncológico no HRJ, que abriga a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON).
De acordo com Sirleide, após a colocação do cateter, a expectativa era de que o filho pudesse finalmente iniciar a quimioterapia, porém, o procedimento foi cancelado de última hora pelo HRJ.
“Como ele já está com o cateter, já poderia começar a quimioterapia de imediato. A primeira estava marcada para o último dia 12, no Hospital Regional de Juazeiro. Só que, na segunda-feira (10), me mandaram uma mensagem do hospital dizendo que a quimioterapia teve que ser cancelada devido a problemas internos. Fui até lá para saber pessoalmente o motivo do cancelamento, pois eu venho correndo atrás e esperando essa quimioterapia esse tempo todo e, agora que tinha conseguido, simplesmente foi cancelado, sem uma justificativa. Chegando lá, eu tive a justificativa de que era por falta de medicamento. Inclusive, todas as pessoas que tinham quimioterapia marcada para a semana passada, ninguém fez. A sala de quimioterapia estava fechada. Eu fui lá pessoalmente e conferi. Estava tudo fechado, não tinha ninguém trabalhando no terceiro andar, lá onde funcionam as sessões de quimioterapia. O Regional está sem medicação na parte oncológica. Ou seja, quem precisa da área oncológica em Juazeiro, infelizmente, está sem medicamento”, disse.
Na nota, o hospital afirmou ainda “que o paciente segue sendo assistido integralmente pela Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, tendo garantida a continuidade de todo o tratamento hospitalar necessário”.
Desabafo da mãe diante das dificuldades encontradas
“O câncer do meu filho foi descoberto desde o dia 27 de março, após serem feitos todos os exames e foi dado o diagnóstico. Desde então, eu venho lutando até hoje para conseguir o tratamento dele. Me passaram que aqui em Juazeiro estava tudo muito rápido, que daria certo e que ele não teria que ir para Salvador fazer o tratamento, porque aqui já tinha tudo disponível. No entanto, ele não conseguiu fazer uma colonoscopia, não consegui fazer uma endoscopia, não consegui fazer nada. Ele só conseguiu fazer a colonoscopia lá na UPAE, em Petrolina. Até para colocar um cateter, ele também enfrentou uma dificuldade muito grande. Não tinha previsão nenhuma para colocar esse cateter para poder iniciar as quimioterapias. Um médico cardiologista que se dispôs a colocar ele na lista e, no dia 31 do mês passado, o cateter foi colocado. A gente fica desesperado com essa situação, porque o único meio de tratamento é através das quimioterapias e das radioterapias. Essa doença a gente não tem muito tempo para esperar. Inclusive, eu já tinha até marcado as radioterapias no dia que ele passou pela oncologista, dia 30 de junho. A primeira sessão ficou para 30 de setembro, que era a única vaga disponível, o mais próximo que tinha. Eu estava crente que seria rápido com as quimioterapias, achando que no final de setembro ele já estaria livre das quimioterapias para fazer as radioterapias. Mas infelizmente não foi assim que funciono. Essa doença a gente não tem muito tempo para esperar. A gente fica desesperado, porque estamos falando de um tratamento que precisa ser iniciado”, desabafou a mãe.
Redação PNB



