Uma moradora do bairro Santo Antônio, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para manifestar preocupação com a circulação de pedestres durante as obras da Travessia Urbana. Segundo ela, os acessos que eram utilizados pela população para atravessar de um lado para o outro da cidade foram fechados e a passagem provisória existente atualmente também está sendo comprometida pelo avanço da obra.
“Aqui no bairro Santo Antônio, para ter acesso ao outro lado da cidade, a gente tinha três passagens: uma escada por cima da banca, nas imediações da Rua Amazonas; outra escada ali na Praça Dom Thomaz; e o pontilhão logo depois, que dava acesso ao terminal de ônibus. O trecho onde havia os três acessos já foi construído e os acessos foram eliminados. Atualmente tem um acesso provisório junto à rotatória, que já está quase fechado devido à construção de duas rampas. Após a conclusão das rampas, será impossível haver passagem para pedestres, ou seja, já está quase impossível.”
A principal preocupação da moradora é com a segurança de quem precisará atravessar a região depois da conclusão das intervenções.
“A minha preocupação é: como vai ficar o pedestre? A pessoa vai ter que atravessar quatro pistas e, depois dessas rampas, ainda vai ter a rotatória. Não vejo condição segura para o pedestre passar por ali. Pelo cenário que se apresenta, ou o povo vai ter que se misturar com os veículos na rotatória para passar de um lado para outro, ou eles farão uma nova passagem próximo aos Correios, onde tem o viaduto, porque não terá outra alternativa mais próxima”..
A moradora também chama atenção para o impacto que a mudança poderá causar para quem precisa circular entre o terminal de ônibus e o Hospital Regional de Juazeiro.
“Nós temos dois pontos de ligação que têm um fluxo de pessoas muito grande. Um deles é o terminal e o outro é o Hospital Regional de Juazeiro. Tem muitos pacientes que vem de bairros da cidade, dos distritos e até de outras cidades próximas como Sobradinho e descem no terminal de ônibus. Agora imagine as pessoas que farão o percurso entre o terminal de ônibus e o Hospital Regional. Terão o percurso aumentado em aproximadamente dois quilômetros, isto se deixarem a passagem. Imagina também quem sai do Hospital Regional para pegar o ônibus no terminal: pessoas que trabalham, pessoas que estão visitando seus parentes e os próprios moradores do bairro. Vão ter que caminhar muito mais”
A moradora também demonstra preocupação com a possibilidade de outros acessos serem fechados.
“Do jeito que a obra está se desenrolando, pode acontecer de as pessoas terem que ir até Petrolina e voltar para poder passar de um lado para outro, porque eles podem também não deixar o acesso que fica próximo ao Banco do Brasil. Este também ficará muito distante para quem vai do bairro Santo Antônio para o terminal de ônibus coletivo.”
Para ela, uma alternativa seria a construção de uma passagem exclusiva para pedestres nas proximidades da Praça Dom Thomaz.
“A sensação que fica é de que estão isolando o bairro Santo Antônio. É como se o bairro fosse uma cidade e o outro lado, onde fica o Centro, fosse outra cidade, porque estão isolando praticamente. O certo seria terem deixado um viaduto só para pedestres em frente à Praça Dom Thomaz. O aterro já foi feito, mas a construção ainda não foi totalmente concluída. Ainda pode ser feito. Ao meu ver, essa é a melhor alternativa.”»
Ela também questiona a segurança da passagem provisória que está sendo utilizada atualmente.
“Se deixarem aquela passagem provisória onde está, quando estiver funcionando, vai ser um atropelamento por minuto, porque não tem condição de o pedestre atravessar quatro pistas ou disputar espaço na rotatória com os carros. Vai ser humanamente impossível.”»
Ao final, a moradora pede que uma solução seja encontrada antes da conclusão da obra.
“Eu acho que está faltando respeito com o pedestre. A situação está ficando muito feia e constrangedora. Estou pedindo socorro, porque a situação é constrangedora. É preciso garantir uma passagem segura para quem mora aqui e precisa ir para o outro lado da cidade.”
Encaminhamos a preocupação da moradora para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro. Em nota, AMTT informou que “a circulação de pedestres e o trânsito na região da Travessia Urbana são acompanhados diariamente pelos agentes de trânsito. Durante a execução da obra, as passagens definitivas precisam ser definidas de acordo com o projeto final da Travessia Urbana. Atualmente, existem passagens provisórias para garantir a circulação dos pedestres durante a execução da obra, incluindo acessos nas proximidades do Sacolão Planalto e em frente à Beto Bolsas. Os agentes de trânsito estão no local para garantir a fluidez do trânsito e a segurança dos pedestres nos horários de maior fluxo. A AMTT segue acompanhando diariamente o fluxo de veículos e a circulação de pedestres no local, avaliando as condições de mobilidade e segurança e realizando as orientações necessárias. A Prefeitura reforça o pedido de compreensão e colaboração da população neste momento. A obra está próxima de ser concluída e nesta reta final, a colaboração de todos é fundamental para que os serviços avancem com segurança e sejam entregues à população”.
Imagem ilustrativa: internet
Redação PNB



