Um estudante do Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar uma situação que, segundo ele, causou indignação entre parte dos alunos. De acordo com o relato, uma palestra de caráter evangélico foi realizada na instituição no horário da aula, e a participação não teria sido apresentada como opcional.
“Durante o horário de aula, foram retirados cerca de 20 minutos da aula de um professor, que posteriormente daria lugar ao intervalo, para que todos os alunos fossem ao refeitório assistir a uma palestra de caráter evangélico. O que causou indignação entre alguns alunos foi o fato de a participação não ter sido apresentada como opcional. Além disso, o portão de entrada da escola foi trancado durante esse período, fazendo com que os alunos não pudessem simplesmente optar por não participar da palestra e permanecer em outro espaço da escola”, relatou.
O estudante questiona ainda se esse tipo de conduta está de acordo com as regras e princípios que devem ser seguidos pela escola.
“Entendo e respeito que cada pessoa tenha sua própria religião e que atividades religiosas possam existir em determinados contextos. Porém, uma escola reúne estudantes com diferentes crenças, religiões e também pessoas que não seguem nenhuma religião. Por isso, considero desrespeitoso obrigar todos os alunos a participarem de uma atividade religiosa sem uma alternativa para quem não deseja participar. Diante disso, gostaria de saber se esse tipo de conduta está de acordo com as regras e princípios que devem ser seguidos pela escola. ”, questiona.
Encaminhamos o relato para o Núcleo Territorial da Educação Sertão do São Francisco (NTE 10). O órgão informou que “não procede a informação de que os estudantes do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Juazeiro, foram obrigados a assistir a um culto religioso antes do intervalo. Esclarece que houve uma sensibilização de 10 minutos de duração sobre Projeto de Vida (escolhas positivas) com os estudantes. A atividade ocorreu durante o horário da alimentação escolar no turno matutino, sem prejuízo às atividades pedagógicas e nenhum aluno foi proibido de sair da escola nesse período. O NTE ressalta que o Estado é Laico, de modo que seja respeitada e garantida a liberdade de crença de toda a comunidade escolar”.
Redação PNB




Gente, pra quê tanta problematização? Depois é só fazer uma palestra de Umbanda, Candomblé, Espiritismo, Católica e todas as outras línguas celestiais possíveis e existentes, a final de contas, existe uma disciplina que permite o planejamento de todas essas vertentes religiosas, que é, exatamente, Ensino Religioso. Poderia até fazer uma interdisciplinaridade com filosofia, sem problema algum.
Boa tarde, as vezes a palestra e sobre violência doméstica, drogas, auto mutilação….. e as pessoas veem isso na escola diariamente e acham ruim quando um grupo ou ate mesmo indidualmente alguém faz no intuito de ajudar. Como a pessoa bem sinalizou poe como matéria interdisciplinar.
Pois é…estamos vivendo num mundo hipócrita e contraditório porque se fosse para assistir uma encenação de nudez explícita de “cunho artístico” como aquela realizada em Curitiba-PR não haveriam reclamações destes alunos…