Um morador de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para chamar atenção para a situação do pavimento da Ponte Presidente Dutra. João Periclei da Silva Santos afirma que atravessa a ponte diariamente e, durante os deslocamentos, passou a observar a forma como os reparos são realizados na pista.
“Percebo que o local onde os carros, motos e caminhões trafegam é feito de concreto. Sei que é normal acontecer o desgaste da via por causa do fluxo de automóveis na Ponte Presidente Dutra. Mas o que me deixa preocupado é o seguinte: se a ponte é toda feita sobre cálculos e medições exatas para garantir a segurança de todos, por que os retoques nos buracos da ponte são feitos com asfalto, se a mesma é toda de concreto?”, questionou.
João também demonstrou preocupação com a segurança de quem utiliza a ponte diariamente e disse que gostaria de saber se o procedimento adotado nos reparos é adequado.
“Esses tapa-buracos feitos com asfalto não atingem a segurança da ponte? Para confirmar o que estou falando, basta passar na ponte e olhar para a via”, acrescentou.
Encaminhamos o questionamento do morador para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em busca de esclarecimentos. Em nota, o DNIT informou que “a utilização do asfalto na recuperação de buracos e tabuleiros em pontes ocorre em razão da velocidade de cura (tempo que o material permite o tráfego sobre ele), flexibilidade e custo de manutenção emergencial. Esse tipo de reparo não atinge a segurança estrutural da ponte, pois os buracos ocorrem apenas na camada de rolamento (pavimento) e não na laje do tabuleiro, nas vigas ou pilares que sustentam a estrutura. Além disso, a camada de revestimento asfáltico torna o pavimento mais uniforme contribuindo para o conforto e a segurança dos usuários que trafegam pela região”.
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Redação PNB



