“Cada minuto pode fazer diferença”: Familiares de paciente com sintomas de infarto relatam demora no atendimento da UPA de Juazeiro; Sesau responde

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Familiares de uma paciente que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento de Juazeiro, na quinta-feira (4), procuraram nossa redação para denunciar o atendimento prestado pela unidade. Segundo os relatos, houve demora na assistência da usuária que apresentava sintomas de infarto.

“Venho tornar pública uma situação extremamente grave vivenciada pela minha família no atendimento da UPA. Minha mãe chegou à unidade apresentando um quadro que, posteriormente, foi diagnosticado como infarto. Durante o atendimento, fomos atendidos por um médico que nos deixou insatisfeitos com a forma como fomos tratados, que consideramos arrogante e pouco acolhedora. Também sentimos que houve demora no reconhecimento da gravidade do quadro”, contaram os familiares.

Eles relataram que a paciente foi regulada para o Hospital Regional, mas quando chegou na unidade não havia mais tempo hábil para a realização do procedimento indicado.

“Quando minha mãe finalmente chegou ao Hospital Regional, fomos informados pela equipe de que a janela de tempo para a realização do procedimento indicado já havia sido perdida. Como família, é revoltante saber que procuramos atendimento justamente para que ela tivesse uma oportunidade de diagnóstico e tratamento rápidos e, ainda assim, chegamos ao serviço de referência fora do tempo ideal para determinada intervenção”.

Os familiares pediram apuração rigorosa do caso à Secretaria Municipal de Saúde.

“Não estamos fazendo esse relato apenas por indignação, mas porque queremos respostas. Queremos que o atendimento prestado seja devidamente apurado, que os prontuários, exames, horários e condutas sejam analisados e que seja esclarecido se tudo aquilo que deveria ter sido feito diante da suspeita de infarto foi realmente realizado no tempo adequado. Saúde é coisa séria. Em casos de infarto, cada minuto pode fazer diferença.
Peço aos responsáveis pela UPA e à Secretaria de Saúde que investiguem o ocorrido e deem uma resposta à nossa família. Nenhuma outra família deveria passar pela angústia que estamos enfrentando”, finalizaram os familiares.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro.

Em nota, a Sesau informou que “a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funciona como serviço de porta aberta para atendimentos de urgência e emergência, realizando acolhimento, classificação de risco, avaliação médica, diagnóstico, tratamento e estabilização dos pacientes. No caso em questão, a paciente recebeu assistência médica e multiprofissional, com as avaliações e condutas necessárias de acordo com o quadro clínico apresentado e os protocolos assistenciais estabelecidos. Após identificada a necessidade de continuidade do cuidado em serviço de maior complexidade, a paciente foi inserida no fluxo de regulação. Com a definição e disponibilização da vaga pela Central de Regulação, foi realizado o encaminhamento para a unidade de referência responsável pela assistência especializada. A Sesau reforça que os atendimentos na UPA são conduzidos com base em critérios técnicos, classificação de risco e avaliação clínica, cabendo à unidade prestar a assistência imediata, estabilizar o paciente e, quando necessário, encaminhá-lo para serviços de maior complexidade. A Secretaria compreende a preocupação e a angústia dos familiares diante de situações que envolvem quadros de saúde mais graves e reafirma seu compromisso com uma assistência segura, qualificada e humanizada à população”.

Redação PNB 

 

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