“Estamos com medo de algo grave acontecer”: esposo relata demora na realização do parto de gestante de 30 anos; SESAU e HDMI respondem

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“Minha esposa está com 9 meses de gestação e está há dias sentindo fortes dores, mas ainda não está recebendo a assistência adequada”. Esse é o relato do esposo de uma gestante de 30 anos que procurou o Portal Preto no Branco para relatar a situação enfrentada pela mulher.

Em contato com o Portal Preto no Branco, o homem contou que a gestante começou a buscar atendimento ainda na semana passada, quando procurou o Hospital Materno Infantil de Juazeiro, na região Norte da Bahia.

“Na maternidade de Juazeiro, inicialmente, a enfermeira disse que ia fazer ultrassom para avaliar a situação dela. Porém, depois que mudou o plantão, o médico fez o toque nela e deram alta. Ela teve que sair do hospital mesmo sentindo muita dor”, disse.

O esposo da gestante acrescentou ainda que,
Como as dores continuaram, a família decidiu procurar o Hospital Dom Malan, em Petrolina, no sertão de Pernambuco.

“Minha sogra mora em Petrolina e decidimos ir para a casa dela. No domingo (13), decidimos levar minha esposa para o Hospital Dom Malan, já que as dores não passaram. Lá também quiseram dar alta para ela, mas ela disse que não ia sair e está até agora na sala de espera. Os pés da minha esposa estão muito inchados. Ela entrou no 9º mês dia 1º. Eles só fazem o toque e dizem que não está na hora”, afirmou.

Diante da situação, o esposo diz que teme que a demora na definição do parto possa trazer consequências para a gestante e para o bebê.

“Meu filho está pesando quase 4 kg e querem que ela tenha parto normal de todo jeito, mesmo sem conseguir. Eles não querem fazer o parto cesáreo. Estamos com medo de algo grave acontecer com ela e com o bebê”, finalizou.

O PNB já entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Juazeiro e com a gestão do HDMI em busca de esclarecimentos sobre o caso.

Em nota, a SESAU esclareceu que “a gestante em questão, residente no município de Petrolina (PE), buscou atendimento na Maternidade Municipal de Juazeiro no dia 8 de setembro, quando estava com 36 semanas e 2 dias de gestação, apresentando queixa de dor em baixo ventre, sem sangramento ou perdas vaginais. Durante sua permanência na unidade, a paciente recebeu toda a assistência necessária, incluindo avaliação médica e obstétrica, monitoramento dos batimentos cardíacos fetais, verificação da pressão arterial e demais cuidados indicados para o seu quadro clínico. Também foram adotadas as condutas terapêuticas pertinentes. Após acompanhamento e nova avaliação, foi constatado que a gestante e o bebê apresentavam parâmetros clínicos dentro da normalidade, sem sinais de sangramento, perda de líquido ou trabalho de parto naquele momento. Diante do quadro, não havia indicação clínica para internação, sendo a paciente liberada com segurança. Atualmente, a gestante encontra-se com 38 semanas e 6 dias de gestação. A Sesau reforça que a Maternidade Municipal de Juazeiro mantém assistência obstétrica pautada em critérios técnicos e protocolos assistenciais, garantindo acolhimento, avaliação e os cuidados necessários às gestantes que procuram a unidade”.

Já a gestão do HDMI informou apenas que “a paciente recebeu alta médica e foi orientada a voltar em caso de trabalho de parto”.

Redação PNB

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