Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado neste sábado (19); especialista alerta para a importância na ampliação do cadastro de doadores

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A doação de medula óssea é uma ferramenta importante no combate a doenças graves, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Em pleno mês dedicado ao Dia Mundial do Doador de Medula Óssea (19 de setembro), o hematologista do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), complexo hospitalar administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), André Magalhães, reforça a importância da conscientização sobre o tema e a necessidade de ampliação do cadastro de novos doadores.

“A grande verdade é que a doação de medula óssea pode salvar vidas. A partir dela, podemos levar ao paciente a esperança de um prognóstico positivo diante de diversas doenças. Contudo, é fundamental ampliar o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), aumentando assim as possibilidades de encontrar um doador compatível”, ressalta o hematologista. Segundo explica, essa consciência acerca da importância do cadastro é ainda mais urgente, pois a compatibilidade entre pessoas não aparentadas é difícil e pode chegar a uma proporção de apenas um doador compatível para cada 100 mil pessoas.

Outro alerta apontado pelo médico diz respeito aos mitos que ainda cercam a doação de medula óssea e podem afastar potenciais voluntários. Entre essas inverdades, está a ideia de que a infusão da medula é feita na coluna, de que o procedimento provoca muita dor ou que a doação pode trazer algum mal a quem doa. Outro equívoco é pensar que, ao entrar em contato com o hemocentro e realizar o cadastro, a pessoa será imediatamente chamada para doar. “São informações falsas que prejudicam a ampliação no número de novos doadores”.

Eberty Victor Cavalcanti é paciente hematológico da unidade. Ele iniciou o tratamento no Hospital Regional de Juazeiro, passou pelo transplante de medula óssea e atualmente segue em acompanhamento com o oncologista clínico. A partir da própria experiência, ele destaca que o cadastro de novos doadores pode ampliar as possibilidades de vida dos pacientes, pois menor será o tempo de espera na fila por uma doação. “O transplante foi a peça-chave para minha cura, assim como pode ser também para as pessoas que aguardam por esse nobre gesto”, explica.

Para se tornar um doador de medula óssea e com isso levar mais esperança a milhões de vidas, basta procurar o hemocentro mais próximo. Para se cadastrar, é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; além de levar um documento oficial de identificação com foto. Mais informações sobre o processo de doação podem ser obtidas no site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea: https://redome.inca.gov.br.

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