Votar é mais do que escolher um nome na urna. É participar das decisões que influenciam a escola dos nossos filhos, o atendimento nos postos de saúde, as oportunidades de trabalho e o futuro do município onde vivemos.
O direito ao voto foi conquistado e ampliado ao longo de muitas lutas. Hoje, cada pessoa pode fazer sua escolha em sigilo, com liberdade. É um direito valioso demais para ser tratado com indiferença.
Entendo a frustração de quem olha para a política e pensa que nada vai mudar. A decepção com promessas não cumpridas é real. Mas deixar de votar não afasta do poder aqueles que nos decepcionam. A eleição acontece mesmo sem a nossa participação, e a nossa ausência pode favorecer justamente os candidatos que não gostaríamos de ver eleitos.
Participar também não significa votar em alguém sem ressalvas. Significa buscar informações, comparar trajetórias e propostas, escolher com consciência e, depois da eleição, acompanhar e cobrar o trabalho de quem recebeu a nossa confiança.
O município é onde sentimos de perto as consequências das decisões políticas. Por isso, nossa voz precisa estar presente. Podemos discordar uns dos outros sobre o melhor caminho, mas não devemos abrir mão do direito de ajudar a escolhê-lo.
Na próxima eleição, não deixe que decidam por você. Informe-se, converse, reflita e vote. A democracia fica mais forte quando cada cidadão assume o seu lugar nela.
Por Rubnério Araújo Ferreira, advogado


